quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dança de Recôncavo

*
Por Germano Xavier


Montezuma

comemos, bebemos, dançamos, sorrimos,
andamos pelas beiradas num eira sem beira

e o sossego da duplalma,
e o Paraguassú refletido nas águas do rio
de nossos olhos alegres,
e a doce brisa das iniciações de encontro...

era um reencontro marcado
e dava um perfume
a ciência daquele abraço reconquistado
tal qual um império invadido.

a praça do colégio tomada, tornada palco para o amor
entre nós, aqueles dois tabaréus.
justo ele, o amor, este sentimento sem escola.


O filho

Ela disse que filho de poeta com um bicho parecido
dá para as coisas do sem-nome.


* Imagem retirada do Deviantart.