quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Das letras supostas


ao Germano Xavier


No princípio era o Verbo,
Mas antes do princípio
Que verbo era esse que
Anunciou-se na ruína breve
Da primordial poesia?

Que artes essas, poemas
Ofícios do silêncio,
Atalhos dum coração inculto,
Que anunciados como início
Da origem de todas as coisas
Findas e infinitas,
Que se tocam e não se tocam.
Onde acabarão,
Antes do seu primeiro princípio?

Onde se esconde o inicial silêncio,
Fonte original de todos os pecados,
Da palavra mais pura?
Onde se guarda esse sinal e perfil,
Da letra
A que dura, nasce e morre
Como se fora o verso original?

Onde e em que princípio?


Poema escrito por Leonardo B., Colmeal Velho, Portugal. Também pode ser lido no blog do autor: A barca dos amantes

16 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"LeTrAs by ~vikkirobles"
Deviantart

Erica Ferro disse...

Boas perguntas!

Gilson disse...

Vai saber amigo Germano de onde começou os versos, tão bonitos, tão sublimes.
Nasceram provavelmente do fundo da alma, como são os seus.

Abs

myra disse...

devem ter nascido de algun ser especial!!! lindo, germano, um abraço,

lírica disse...

Uma beleza Germano!
bj
Lírica

Francisco Nery disse...

muito bom cara..
abraços!

Helena Rocha disse...

primeiro adoro seu blog e pronto rsrsr... sempre ki dou 1ma passada por aki fiku surpresa kum ki encontro. simplesmente ótimú adoro mesmu.
agradeço pela força, mt obrg migoh valeu.
bjússssssss
fika bem c precisar é só xamar rsr...
bjússs
Lena

battd@uol.com.br disse...

Germano,

(comentando o seu comentário no essapalavra)

nunca li sistematicamente João Cabral. Li uma coisa ou outra, aqui e acolá. Na adolescência e jeventude li tanto os escritores do nordeste que o tema sertão- nordeste-etc não me atraiu mais. Não li, entanto, na época, João Cabral. Então tenho, por isso, esta dívida com as obras dele. Sei da sua grandeza, já até tentei, mas...
ainda não chegou a hora. Logo, quem sabe.

Dauri Batisti disse...

Na verdade, indagar-se vem antes do antes. O verbo indagou-se e surgiu a poesia, e depois dela a filosofia. Depois então, só depois, surgimos nós, sofrendo desta síndrome de perguntar, perguntar...rsrs

Belo poema!


Abraço

.Leonardo B. disse...

Para além de todos os agradecimentos, para além de todos os bons acontecimentos, para além destes momentos, fica uma sensação muito agradável de que a esplanada das letras deste humilde, move-se!

Deste lado do ribeiro Atlântico, envio um enorme e imenso abraço ao Germano Xavier, pela edição do “monte de ossinhos em letras”...

um imenso abraço
abraçimenso

Leonardo B.

SAM disse...

Germano, belíssimo! Ler um belo e profundo poema e um gesto tão bonito... Minhas palavras ficam represadas nos sentimentos, mas inundam a minha alma.


Carinhoso beijo

Sylvia Beirute disse...

excelente o domínio da linguagem.

S.

Paula Figueiredo disse...

Adorei! "Sol no ser-tão da gente. Continuemos". (Sentidos que me vieram: ser íntimo e aquilo que em nós é seca. SER-VIU.) Como precisava dessas tuas palavras bem agora! Continuemos sim! Obrigada!

Amei a poesia escrita em tua homenagem. Também não sei por onde começar. Acho que pela morte.

Abraço,
Paula

Mikaele Tavares disse...

Nossa...Que lindo!!!
Tbm gostei da figura... Criativa!!!
Acho que sempre gostarei de voltar aqui!
Beijos

Germano Xavier disse...

Sigamos, bucaneiros...

Lau Milesi disse...

Ressignificando os signos literalmente.[rs]. Muito lindo o poema. Instigante e reflexivo.
D + a ilustração.
Parabéns aos dois poetas!
Continuemos...
Bjs

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