quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Da força de um canto

*
Por Germano Xavier

canta, canta, canta... e s'encanta
pois cantar, grande lugar
d'eloquência é sopro
da alma, efervescência
quando se tem esperança
tanta

quem não canta, alegria espanta
e vive eterno a conhecer o escuro
não sei se posso, meu canto impuro
é dança de copas: pobre planta

e é semente, que de mim germina
doença que me corrói, maltrata,
um sufoco escuso que não termina

que reluz como ouro, e não prata
o encanto é arte madura;
espelho de mágica visão
e cura


* Imagem retirada do Google.