quinta-feira, 23 de julho de 2009

Parada

*
Por Germano Xavier

para Maria Iraildes Pimenta


ressequidas venezianas de alma,
olhos pálidos como folhas de outono,
desmaiam os ciclopes reticentes
no escuro apenas.

ver o verdor pesaroso de não ver o verde
das relvas sem selvas, ter uma fronha
encobrindo o branco e o preto,
e por que agir insipidamente
a favor de uma vontade mórbida,
íris filtrada na dor, nesta humanidade doente?

se não enxerga os acimas,
teima a vista nos brilhos sem nome,
que são de lá os feitiços das medusas prementes.

3 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"tinta
by ~joaopedroborba"
Deviantart

Canto da Boca disse...

Eu gosto muito da aliteração contida no poema.
Como a sugestão-aviso em relação aos olhos que tornam qualquer um pedra, uma medusa (de)conhecida, para alguns, se assim quiserem...

Deixo um abraço grande, Germano!

Dani Ribeiro disse...

ei moço, quanto tempo...
sempre lindo!