quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Aqueles cavalos brancos


Por Germano Xavier

Eram tantos os cavalos brancos
que passavam,
trotando,
pelos silêncios de minha rua.
E como eram alvos,
essencialmente puros...

E eu, solitário cavaleiro,
a descansar meus ouvidos
naquele pleno distanciar de pernas...

Eu saltitando de alegria,
eu sufocando minha agonia,
eu crescendo,
eu perdendo meus segredos,
eu crescendo,
eu sem saber de nada
nem do mundo,

eu me desconhecendo...

3 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"perdida em tempos medievais
by ~nnareppep"
Deviantart

abuscademimmesmo disse...

Olá, caro Germano...
Fiz uma singela homenagem a Gutemberg, nosso amigo em comum. Aí vai o link:

http://abuscademimmesmo.wordpress.com/2011/02/26/alberto/

Controvento-desinventora disse...

Corcéis devassos galopam entre minhas pernas/ só sinto/brincando de cobra-cega/ enxergo o trotar da fúria que há na trégua da guerra.../que inventa
trincheiras vagas/no recreio da memória/ confessando que não sabia ser tão difícil esquecer, quem só se cura na tentativa de nunca mais lembrar de nós.