segunda-feira, 28 de março de 2011

Rua Eucaliptus, 423, casa 06


Por Germano Xavier

Não sei falar de Amor
como se deve.
Quando o Amor emana
de mim
é um torvelinho
de sensações,
mas jamais o Amor.

E desce do bonde,
caminha, sobe ladeira
sempre
sem rima,
sem métrica,
sem paramentos.

Um Amor torto é o que sai,
descalçado,
vagando pelas calçadas
sempre vazias
do meu coração,
que se parte
sempre quando partes
e vais.

Há uma vala em mim
que não se corresponde
facilmente. Um falto:
parcela vetora de solidões
e fogos.

Terás tu a gana
de ler este poema
de amor,
tão destituído
e frívolo
e tão pouco
de Amor?

4 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Black Coffee by ~MC-Grape"
Deviantart

Nara Sales disse...

Teu poema é puro amor, meu caro.

Cor de Rosa e Carvão disse...

Tenho uma nova paixão. É de momento, eu sei. Mas pus os olhos em teus escritos e gamei. Assim, a primeira vista. Pronto. Declarei!

Flor de Lis disse...

Tive a gana...