domingo, 21 de outubro de 2012

Balada das horas



 Por Germano Xavier

Como se o Tempo,
nas manhãs, cedinho,
abrisse os olhos
e se espreguiçasse.

Depois, fosse ao banheiro
e lavasse o rosto
e se olhasse no espelho,
no intento de não se atrasar.

Como se o Tempo,
após tudo pronto,
abrisse a porta com pressa
e descesse as escadas, veloz, sem se despedir...

6 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"The Way by ~sternenfern"
Deviantart

Lara Amaral disse...

O tempo e sua rotina.

Muito bonito o poema!

Beijo.

O que Cintila em Mim disse...

Que o tempo ao menos possa te esperar...

POESIA NA ALMA. disse...

É assim q sinto o tempo!
Lindo!
Amei.

Felipe Terra disse...

"... o tempo não se despede..." ... nos é que temos o dever de nos despedir dele...
Belo poema, ainda mais para se ler em um domingo!

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- sempre que leio algum poema sobre o tempo, me sobra a convicção de que ele não se mede, pois é apenas estado de espírito, sentimento ou emoção.


grande abraço, Germano.
Até mais.