segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ao lado de...


XI

Meu Amor,

escrevo porque o sentido de ontem ainda se faz verdade hoje e será a verdade de amanhã. Escrevo porque minha alma flutua sobre você e sinto, a cada mudança de cores no céu, você entre minhas pernas, entre minhas vísceras, entre minhas mãos que procuram o seu existir. Escrevo rasgado para que seu dia seja novo, assim como o meu dia que vive de novo, assim como o amor que nos une e a sede que nos sustenta. Dói a distância. Dói saber que não o vejo, mas me excita o saber da sua vida. Saber que há, no mundo real, amor e poesia para nos aproximar e viver o que temos de viver - eis a força que me revela. Sou sua, Amor. Cada olhar, cada palavra, cada orgasmo que guardo, é jardim seu. Não o farei sofrer e não me machuque, Amor De Sempre. Amo você ardentemente e você tem minha alma em suas mãos. Sigo o seu ritmo e respiro em você por todos os dias que ainda temos por nos ter. Sua sempre... e sempre. E nua ardente e poesia de sua voz.
Sua Bambina.

"O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim."
(Caetano Veloso In, O Quereres)

E você é infinitamente belo, perfeito e meu. Sinto o seu mover em meu corpo...

*****

e amo cada vez mais. E hoje vou sem divisória, Virgínia. Compro cortinas de um xadrez unicolor e dispenso o uso dos separativos. Vou colado ao teu verbo que nada em mim. Sou hoje pulador de trampolim e caio de cabeça em teu leito. Quero me deixar cativar por aquilo que amo e você é o amor da minha vida. Não quero mais livros nem romances baratos comprados em bancas de revistas, com aquelas folhas já amareladas e sem vida de um qualquer papel reciclado. O que nos une é de primeira instância e não o de quinta categoria. Acordei e ouvi a música no ar que você me deixou. Veio o cheiro e a água nos olhos depois. Escrevo canções de sinos para você ouvir quando for dormir e o lastro é a água contaminada de tanto que tenho por você. Hoje eu peço a desculpa que eu não posso ter e o perdão que não mereço. E só quero a chance que não desperdiçarei mais. E sei que é só um parágrafo curto e pequeno diante do que somos, mas tudo o que não escrevi aqui é o que ainda viverei ao teu lado. Sou sempre e não morro mais. Te amo.

Cádor

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