quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cânticos de morte (VI)


Por Germano Xavier

Acordei atravessado
na cama suada
de lágrimas.
Na madrugada,
inamovível,
a realidade surgiu
com suas lanças
afiadas.

Por trás de todo
aquele sol frio,
uma alma feminil desaparecia,
lentamente,
na confusão do horizonte azul
com a incidência daqueles raios
cada vez mais nublados,
cada vez mais distantes.

Nenhum comentário: