sexta-feira, 19 de abril de 2013

Porto dos disfarces


Por Germano Xavier

É de convulsão que é feito o Homem,
cuja carne pútrefa cora-se no coito.
Livre da fatídica chaga - um afoito!
Ser de miseráveis faces: Homem.

As pálpebras inchadas o comem
na hora-mestra de todas as horas,
e pergunto-me: "De que valeu se não choras?"
A terra asmática: "Pobre Homem!"

Aurora morta, de lua triste;
de canhões roucos e de mera ida.
És um califa de disfarce torto.

Está na hora, por que insiste?
Diga adeus à sua tétrica vida.
Vá ao chão, parasita, morto!

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