domingo, 11 de setembro de 2011

Cantos (I)


Por Germano Xavier

Vi você,
estrelazinha no céu azul-negro
da noite da minha terra
retornada.
(Que imenso oceano é esse
em que mergulhas no indizível?)

Tenho-te um amor rouco,
escondido em minhas mãos soturnas,
que ao ver-te assim, minúsculo
pontinho de claridade,
amanhecendo vontades
e sonhos enquanto a humanidade
dorme, esboçam um sorriso sincero
de felicidade, de esperança...

Vi você,
estrelazinha distante
no céu azul-negro da minha terra
também distante,
ora nem tão minha assim.
(Que mar é esse que te apequena
e que te faz gigante ao lado do Homem?)

Segredos, sei que guardas muitos
sobre a maciez das nuvens brancas
escondidas no negrume noturno
de tuas campas celestiais.
Ó, guardião das estrelas acesas,
façais com que os desdentados
as vejam acendidas, ascendidas.

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