sábado, 21 de dezembro de 2013

Cantos (V)


Por Germano Xavier

Estrelazinha, sol de inverno de mim,
onde você nesse novo chão que me suporta?
Sabes tu da minha fuga, do meu desatino?

Voei feito passarinho, cortei serras e montes
(insídias em roteiro tumultuoso), subi, desci
riachos; caudalosa era minha vontade, tamanha.
Quando aportei, barco com casco de ferro,
enxerguei meu passado iniciar uma flutuação
que acompanhava os silvos do vento.
E boiava...

O passado, naquelas águas de novidade,
era só um perdido reflexo em imenso espelho.
Curvei-me.
E como foi bom perceber
que a cada passo que dava,
como que num passe de mágica,
novos passados surgiam em mim.

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