terça-feira, 2 de julho de 2013

Da precisão das armas



Por Germano Xavier

Cubra-me de novo, ventos de esperança!
Que na noite escura o véu da Morte
se desfaça. Minha alma é Vida. Corte,
de uma vez por todas, esta cruel desesperança.

Trazeis, ó dono dos céus, o doce sabor
dos dias numerosos e de alegria. Pois bem,
a luz das sombras hoje me é guia. Amém!
(Minha saudade não se converterá em dor.)

Aqueles que sonham um sonho ressurgido,
na aurora aproximar-se-ão do eterno ser.
O que será do coração que não quer ver,

no espelho de sua alma, o Amor nascido?
A precisão das armas não me cativa.
Diante do inimigo, basta uma palavra viva!

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