terça-feira, 6 de setembro de 2011

Do conhecimento do amor


Por Germano Xavier

O Amor, este eterno desterro
que se vinga em forte chagas,
salpica o homem, secas facadas
de ilusão (seu chão de enterro).

Amar é verbo inconjugável
para um coração desiludido.
Fina flor de morte, castigo!
Vazão de dor inestimável.

Quando hei de beijar-te,
empresa de razão impura?
Laçar teu vão e encontrar a cura

para teus lampejos de fatal arte...
Assim, longe, meu olhar padece:
só se ama aquilo que se conhece.

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