quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Meu rio chora


Por Germano Xavier

Minhas mãos me sangram.
Cansei de me bater,
e sofrer
como sofre um rio,
quando de um desvio
perde a liberdade de correr.

Cansei de não ser
meu ser
(multidoado na multidão).

Vi-me fluir,
escorrer feito lágrima.
Vi-me ao espanto,
quando o espelho
tocou-me.

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