domingo, 4 de setembro de 2011

O império dos passarinhos


Por Germano Xavier

Você passava às margens do rio jocoso,
e se endireitava, calada,
sem jeito pra nada.
De manhã, bem cedo,
à tardezinha, o sol,
a chuva fininha,
o orvalho, a sensação
de debandar-se, de voar
feito passarinho:
encanto.

Depois o arco-íris, a luz,
a natureza da criatura
tão verde, tão imatura,
tão infinita.
E os seus passos, sempre
lentos, sem pressa nenhuma.
Franjas de incerteza:
desencanto.

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