segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre a classe



atrás da roupa impera uma amperagem de signos mais e teu corpo como um poema universal atravessa a esfera do que vejo e todo o mistério de sonhar vigora agora. volcano vulcão atear o fogo a gusa a brasa a chama a quente flama de nós unicórnios neste bosque estranho. de amar DE AMAR dE aMaR. eu tenho vivido contigo aquilo que um dia a empresa arrebatou dos prados, aquilo que o cavalo cobriu de poeira no trote apoiado sem medo sem dúvida sem meio sem resumo porque atrás da roupa impera uma amperagem de signos mais confortáveis que o branco algodão mais que a alabastrina luz mais cintilante que a califórnia dos fáceis ouros meu conceito de tesouro perdido é você obra de ficção sem ciência sem razão feita em emoção

posso te amar mulher posso romper a barreira e sucumbir fronteira e sem eira nem beira e te amar mulher escrever uma vida inteira sem nunca admitir falsidade porque somos a música costureira da roca

espere calma paciência a noite é tão intensa e nesta sala imensa o vazio irá o vazio irá saúde atrás da roupa impera toda tua vida gira na minha que gira na nossa que gira nossa dual e una amperagem

que pira


*****


Simples fio que nos une corpo meu e corpo seu únicos em nosso sangue e amo docemente o que me faz calar e calafrios e minha boca, sua, beija o dorso e a sombra do seu ele dentro de mim. Quando comecei a amar assim? Furtiva dúvida que me rompe a noite e toco as mãos de você homem que sabe que sou mulher que se aninha em suas vastas considerações poéticas. Sou nada. Flor perdida. Combustão e oxigênio de você que me cria entre linhas e me atrai como pára-raios e sobe montes e desce colinas e rompe minhas poucas vidas porque são vidas crias de sua imensa vida de tantos anos e de meus amores de pobre estilo. Ando na direção de todo vento. Você é todo vento e me carrega em forças e destila veneno puro em minha boca que um dia, sendo sua, já fora sua e será sempre o verbo que alimenta o menino que adormece em meus braços. Sou nome e qualquer e flor de estação inteira. Amo como tremo ao som da sua voz.

Em ordem inversa...

Sexo entre nós é um manto. Você me acoberta e geme em meu ouvido dizendo que sou sua e palavras grandes existem e você arrebenta represas e me fode. Será que me faço virgem ou desfaço o aço do homem que me aflige? Amo você de constelação infinita. Como toda constelação infinita. Como toda forma que seu corpo encontra em mim. Será que posso verbalizar minha vontade? É árdua minha vontade. Quero em boca, em pernas, em minhas coxas, em minha sexualidade fonte que deságua. Você sente o meu amor? Você sente o meu amor? Você ouve meu medo e recebo você. Seja meu filho contrário e ama a vontade que sinto de você.

“Baby, you really got a hold on me”
(Beatles)

Sei que não sou clássica, mas carrego flores. Levo flores e incensos. Levo minha vida pra dentro da sua vida.

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