domingo, 26 de maio de 2013

Soneto verdade


Por Germano Xavier

Sabe, eu não quero parecer ingrato;
longe disso, nem mesmo magoar eu sei!
Mas, entenda, eu não comungo desse trato,
do teu pacto de amor eu não assinei.

Destarte, posso até ser julgado
de insensível, indiferente ou traidor.
Eu só não quero carregar o fardo
de mentiroso. (Como posso dissimular o Amor?)

Veja, há tanta Vida para se viver!
Não leve água a um só passarinho.
Ouça outro canto, pois no outro caminho

é que do fruto do Amor você poderá colher.
Não sei se te fiz perder a graça,
mas a honestidade, por vezes, é a melhor desgraça.

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