sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ver nascer o novo


Por Germano Xavier

enveredar e se ater ao novo
quando se caminha longe
e onde o olhar se esconde
da alvorada mágica do povo

vai, atua em tua esfinge
face morta atrás da hora
do brotar: doce aurora
de morte que não se finge

passa ano, murcha-flor
ermo des-pedaços pedaços
sofredores em distância sem laços

acabamos por encontrar a dor
olhamos ato ver tudo em nada
somos o nada em tudo, tudo ou nada

Um comentário:

Orvalho do Céu disse...

Olá
Se há algo que não finge é a morte...
Abraços fraternos de paz