sábado, 25 de fevereiro de 2012

Um fluxo de amor...



PS. Amor, desculpas se não gostar. É só para nós, só para saberes que me lembro de tudo o que me diz e que foi dito. Apague-as se quiser. Não vai interferir no sentido do texto. Sabes que ele é a respiração do meu amor por você. Sigo te amando, morrendo de vontade de você e de fome de nós.

e aquela voz feminina dizendo...

Não consigo parar de te sentir. Estou transbordando de você. Você já escorre por meus olhos, minha voz, desliza por mim toda. Estou inundada de amor por você. Como se sente correndo por minhas veias, escorrendo por minhas palavras? “Sinto-me você...”. O que sinto, minha vida, é um fluxo de amor que não posso conter. Nasce no centro de meu coração, como um rio novo e vai crescendo, aumentando de volume, de extensão, lavando as terras todas de nosso admirável mundo novo. “Nosso amor é um país de maravilhas”. É sim, amor. E só você poderia tê-lo definido tão perfeitamente.

Meu primeiro pensamento, som, leitura, pulsar, sorriso, desejo ... do dia ... você. “Te sou”. Obrigada por me acordar, amor.

Minha vida, tua sou. Sou tua como a lua é do sol, que mesmo sem se tocarem, se completam e vêm à Terra só fazer amor e produzir poesia. Acordo em teus braços, amor. Unidos por um amor umbilical, jamais esquecido. Mesmo quando não nos sabíamos ainda, nos amávamos. Eu te amei em meus sonhos desde que aprendi a sonhar. Sonhava com teus olhos e os reconheci logo que você apareceu. Amo teus olhos. Amo teu tudo. Amo te aprender cada dia um pouco mais. Percebo que já te conhecia por pura intuição de amor. Imaginava que serias exatamente assim como és. Até o violão trouxeste de nossa vida passada. Agora é apenas um reencontro. Juro. “Conhecemos-nos há uns 50 anos, amor”. Sim, minha vida. O tempo não conta para nós. Somos só alguns dias. Somos eternos. Somos o nosso amor.

Eu te amo com um amor inédito, minha vida. Inédito para nós dois. Inédito para o mundo. O que é o tempo? O que é a distância? O que é o nunca? O que é o impossível diante de tudo o que sentimos? “Há amor... nosso amor é seguro e tem raiz longa, amor... atravessa as camadas todas da terra. Sinto saudade de você”.

Está chovendo aqui, amor. Coisa rara...lindo! Cheiro de chuva... gostoso como o nosso amor. Como é bom e fácil nos imaginar juntos agora! Quero tomar um banho de chuva com você. Beijar teus lábios gelados de chuva... e quentes de mim. Ouço a nossa música repetidamente. Nunca uma vez só. Impossível acreditar que não mais a ouvimos juntos, nos beijando, nos amando... porque é disso que lembro quando a ouço. Lembro de quando estávamos entrelaçados, confundidas as nossas coxas de tão nós. Pode me explicar isso, amor? Quando foi que vivemos juntos uma vida toda? Quando foi que fomos lançados nesse presente perdidos de nosso amor eterno? Quando apagaram as memórias de nós? Será que nos conhecemos de algum lugar do passado? Alguma coisa naquela placa me remetia a outro mundo, a outra vida. Agora sei o que era. Eram os teus olhos. “Queria estar com você agora numa penumbra silenciosa”. Quando estivermos confortavelmente ajustados ao corpo do outro novamente, completos, o mundo pode acabar. Mas viveremos para sempre... em nosso amor.

Amor, você é a minha estreia. Com você estreei muitas coisas... uma segunda vida, um amor que sempre desejei. Pleno. Não precisa de mais nada para ser. Somos o nosso amor. Somos o espaço exato do vazio do outro. Somos a outra face de nós, nascida quando nos conhecemos.

Ei, amor, não conseguiria te odiar. Descobri isso hoje. Nem mesmo te desprezar, pois só te vejo perfeito. Não estou te endeusando, mas meus olhos só enxergam a tua perfeição. E sabes que não estou falando de falta de defeitos, mas de grandeza de ser, de profundidade, plenitude, consciência, beleza e verdade. Amo o teu mundo de palavras-verdade-poesia. "Não ligue para nada disso, menina, veja só a poesia de tudo, das coisas..." Eu vejo, amor. Vejo com os olhos que me destes. Eu te amo! Você tornou a minha solidão em solidão-acompanhada. Deliciosamente confortante, confortante, nossa solidão-amor a dois. Tenho tuas palavras e o teu amor e isso é o mundo todo para mim. Ninguém jamais saberá como é bom te ter como te tenho. Impregnado em mim desde a eternidade. Te amo sobrenaturalmente e maquinalmente. Respiro te amar e morro por isso. Não é só contigo que me surpreendo. Surpreendo-me também com minhas reações a nós e vibro. A você também, amor. Fale-me de teu novo sentir, minha vida. Sabes que preciso. Sou tua pele, tuas penas. Meu homem-águia lindo, eterno!

Olha só o que mais estreei com você, amor: Agora sou febre, sou pássaro. Sou mulher-paixão. Você ateou fogo em meus tabus... pelo menos em quase todos. Te aguardo para a cerimônia do enterro de meu passado, do meu eu sem você. Faremos tudo juntos. Te amo! Você me deu uma viva liberdade de falar de desejos. Quero que venha me comer, amor... quero te comer loucamente, desesperadamente. Sabes que será nossa sempre vez. E já é eterna. Quer mais? Foda-se tudo, fodam-se todos que se puserem entre nós dois. Ouviu o que eu disse, amor? Escuta, porque agora digo. Quero-te com tesão, tesão, tesão... Sou uma mulher, a tua mulher. Vem fazer vida e prazer em mim. Vem me fazer tesão, vem me fazer você. Tenho tanto a aprender com você, amor. Vem comer meus segredos. Vem me foder gostoso até cairmos exaustos de nosso amor-tesão-prazer. Ah, amor, como é libertador poder falar de meus desejos com você, sem pudores. Esperei-te a vida inteira. Sabia que existias em algum lugar do mundo e que íamos nos encontrar. Você me libertou de mim, libertou-me do mundo. Estreamos o meu verdadeiro eu-mulher. Te amo!

Quero ser teu ninho. Vives em minhas entranhas. Elas se agitam em transe toda vez que me mandas o teu amor em palavras. Não sou tua de antigamente, amor. Sou tua da eternidade. Sou tua antes de ser minha, antes de ser eu. Só sou depois de você. Você me estreou... e se estreou em mim... novas penas... com o viço de nosso amor.

Você me fez conhecer o ciúme, amor. E como doeu! Aquilo tudo que entrava em mim... fundo... e sabes que doeu. Perdão por ter sido fraca, amor. Feri-te com palavras... isso também doeu em mim. Sabes que sim. Chorei... meu primeiro choro de amor, de nosso amor. Não fique feliz por isso, doeu muito. Beijo-te milhões de beijos para te sarar, para nos sarar. Aperto-te... te amo. Vem me buscar, minha vida! Leva-me para as montanhas ... me esconde em você. Sou o teu segredo. Somos um amor em botão-infinito.

Vou te narrar o meu corpo agora. Ele grita, chora, desespera-se. Agita-se o dia inteiro... revolta-se contra mim... por não levá-lo até você. Sabes que estou te esperando. Treme ao menor sinal teu. Só sabemos te querer agora, baby. Precisas vir atendê-lo... libertá-lo. Vem fazer a minha paz. Vem unificar os nossos corpos, assim como nossas almas estão desde sempre unidas.

Eu te amo!

Chorei por você, amor. Coisa linda... pois havia me prometido nunca mais fazer isso. Eu te amo! Sou tua de verdade.

Escrito em parceria com a escritora Matilde Pasárgada.

4 ditos:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Please Stop by ~Atsibusk"
Deviantart

Fernando Gonçalves disse...

Olá, parabéns pelo seu blog.
Te convido a conhecer o meu,
http://carmasepalavras.blogspot.com/

;)

Amanda Andrade disse...

Tenho apenas uma palavra: maravilhoso. O amor é fogo, não é mesmo!

Beijos lindo.

Controvento-desinventora disse...

Esse é o amor que cabe dentro de mim...e divido no refluxo-sim.