domingo, 19 de outubro de 2014

As duas ruas

*
Por Germano Xavier


na noite nuvens negras
escondem a lua e as duas ruas
paralelas e antigas se unem
como veias abertas 

o maior dos desfiles composto
cavalos brancos amontoados nas esquinas
centauros míticos aborrecendo tédios
concretos asfálticos em cópula

duas almas se corporificando

a esperança do sol do amanhã
em secar as dobras e arejar as guias
da indolor certeza das conjunções


* Imagem retirada do site Deviantart.

Um comentário:

Daniela Delias disse...

Tua poesia tão viva. Poema lindo. De espera e esperança.