sábado, 8 de novembro de 2014

Aquelas febres

*
Por Germano Xavier

aquelas febres de travos
e gargantas operadas em glides
que não saíram das bocas
nem por extrema unção

aquelas febres de corpos dormentes
e quentes na distância que o imaginar
se encurta para ser e ver
o que se esconde

aquelas febres nada pálidas
que nos alteram em bichos
a nos imprimir lavagens
de almas sem silêncios

aquelas febres minhas e tuas
alvorecer dos alimentos combustíveis
que fazem eclodir o saldo ebulitivo
dos músculos ainda pulsos


* Imagem retirada do site Deviantart.

Um comentário:

Daniela Delias disse...

Mas que coisa mais linda!