segunda-feira, 23 de março de 2015

As árvores amorosas (Parte XVII)

*
poema para a mulher da valsa lunática

Por Germano Xavier

em litros bêbado
resolvido na homenagem:
ao amor que não pode ser!

fui chorar na casa da amiga (tarde)
percurso de bicicleta

(noite) aceitei convite de amigo judeu
por detrás do Centro de Convenções

A FESTA

logo duas moças aparecem distorcidas
amigas do meu amigo em bandeirolas
ficaram ali esperando ação

tocaram a valsa lunática
curvei pescoço em pescoço alheio
- gingado de perdição

fizemos sequências de paixão
até o coração adormecer

dois estranhos ampliando estômagos


* Imagem: http://www.deviantart.com/art/Roads-134676803

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