domingo, 12 de abril de 2015

Depois de atravessar tufões

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Por Germano Xavier

noite descIDA - o amor empregará ainda
a palavra dos esforços de andar violento,
a mão aberta longe-com livre panapaná,
a nada-furtiva âncora armorial dos sertões

(universais histórias particulares de nós-todos)

navegação em mapas em memória real
até que se chegue ao doce-aposento:

SUA BOCA.

cair, impedir travas, regular válvulas marítimas.
exaustão: campo minado, regolito, magma, essência.
um mundo sem antes pintado no vermelho da cor.

e depois de atravessar tufões
- exército de sátiros abocanhando o dorso
das derradeiras esperanças - imorrer
em qualquer morte necessária, por ti.

PANAPANÁ: FALENAS FAZEDORAS DO VENTO.
o vento CIRCULAR

- (centro, voltas, amor, giros, perigo, chronos).

o vento APOLAR.
o vento com extremidades.
também o vento que não passa nem quer.

você desjunta seus lábios e de uma forma casular
nasce o desafio: Quixote - moinhos - Dulcinéia.
todos os meus cavalos. todos. marchar!


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