sexta-feira, 10 de julho de 2015

As árvores amorosas (Parte XXVIII)

*
Por Germano Xavier

poema para a mulher das órbitas dançarinas


vinho para um baile noturno
janelas escancaram o poente
a lua gira no ramo das ressacas
inundando o medo e a privação

uns estão no hospício
outros contam ouros na mão
nós somos os que se gabam por último
por amor caímos vivos na estação

a música altera o rito
as mãos embrulham os fardos
em órbita escrevemos o vício

e mesmo que o sol boceje
ou que a rua perca a contramão 
contorce o verbo este fervor em sugestão


* Imagem: http://www.deviantart.com/art/watercolor-trees-2-183540892

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