sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Estrutura para ungir orvalhos



Por Germano Xavier



havia ouro e abismos onde escavamos,
com poesia, o tempo. e com o tempo,
lapidamos a arte de fazer saudade.
e quanta saudade caberá num século
de olhar de amor? e quanto século caberá
num olhar de saudade, amor?
e quanto amor caberá num século de
saudade de olhar? quanto amor, amor?

e o homem que se fez verso, que se fez
sombra, o homem que se fez silêncio e
que se fez nuvem, em tempo,
fez-se penumbra.
o homem dos altos silêncios,
um talvez-eu.
(criptografado em carne viva).

o homem só precisa de um mar,
de um mar para chamar de seu.


* Imagem: http://www.deviantart.com/art/Beach-696678588

2 comentários:

Letícia Palmeira disse...

E as pessoas não comentam mais blogues.
E poucos escrevem. Estamos fora de moda.
Seus poemas continuam poemas.

Abraço, Germano.

Germano Viana Xavier disse...

Resistir é preciso, Branca.
Sigamos!