terça-feira, 3 de abril de 2018

Sobre pontes, vermes e indefinições



Por Germano Xavier


I


construo pontes
mais pontes

todas levam
para o nada

e logo após cada esquina
reside o esquecimento



II


retomo, do chão, a pena
sinto o peso
da palavra

decido fazer poema
do verme que me
apavora



III


Começou a frase com a palavra definitivamente. Riscou-a em seguida. Lembrou-se de que nada é definitivo enquanto se está vivo.

...

Ela o intrigava profundamente. Especialmente porque nunca saberia onde começava a poeta e onde terminava a mulher.


* Imagem: https://pixabay.com/pt/livro-empoeirado-esquecer-idade-2803664/

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