| Desde 2007 | Por Germano V. Xavier | Em memória de Milton de Oliveira Cardoso Júnior | + de 2.200 textos publicados |
domingo, 6 de junho de 2021
Poema de Germano Xavier é publicado em antologia da Editora Arrelique
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Primeira parte da Trilogia do Centauro é lançada
sábado, 8 de maio de 2021
Novo livro de Luísa Fresta será lançado em Portugal
As narrativas que constam desta antologia pessoal são desiguais no estilo, no ritmo e na temática. Aqui se fala de amor, do quotidiano, do elemento insólito nas coisas triviais, da hipocrisia social, de mulheres, do envelhecimento e da miséria urbana. Dos laços familiares e da maneira como edificamos sociedades e permutamos valores, cuja prioridade e relevância está permanentemente a ser questionada. Lisboa ou Luanda estão implícitas, tal como a noção de urbe e de movimento. São vinte e seis contos onde pontualmente se registam pensamentos como monólogos inaudíveis exteriormente: temas que, como a saúde mental, encontram também o seu lugar nestas páginas.
Sintam-se convidad@s!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Minhas 20 melhores leituras em 2020
Por Germano Xavier
O
ano de 2020 definitivamente não foi fácil. No Brasil, a situação de penúria foi
ainda mais amplificada e visível. Desgovernado desde os saguões de Brasília, o
Trem-Brazil, vendido às incertezas de um neoliberalismo irresponsável,
descarrilou e assim continua ribanceira abaixo. O real povo brasileiro penou. E
penará. Presenciamos tragédias novas a cada dia, muitas delas advindas de um
bestial antipresidente eleito. A sirene tocou mundo afora. Uma pandemia! Muitos
foram para dentro de seus aposentos. Muitos, por não terem aonde ir, forçados
pela própria necessidade e outros por negacionismos infames de ordens diversas,
preferiram as ruas. Ao cabo de todos esses meses, o cansaço, a estafa mental.
Todavia,
algumas coisas foram fundamentais para me manter vivo. Falo por mim. Para além
das aulas ministradas à distância, que se mostraram duras e ineficientes, foram
os livros os maiores responsáveis pela manutenção do ar nos pulmões. Li
razoavelmente bem durante todo o ano. Dei prioridade a livros que, de uma ou
outra forma, falavam do processo pandêmico vigente, para me inteirar acerca de
discussões sociais e políticas também atuais. Destaco aqui a coleção Pandemia
Capital, da Editora Boitempo, que li quase toda.
No
mais, agradecer preciso a todos os amigos e todas as amigas que fazem comigo o
canal literário O EQUADOR DAS COISAS no YouTube, aos colaboradores do portal O
GAZZETA, ao espaço concedido a mim no portal SÓSERGIPE e a manutenção da
parceria já antiga com o portal ENTREMENTES. Dizer também que o blog O EQUADOR
DAS COISAS e o jornal impresso O EQUADOR DAS COISAS continuam vivíssimos, em
sonhos borbulhantes e em realidade. Para 2021, talvez algumas boas novidades
surgirão. Sigamos, bucaneiros!
E
ninguém solta a mão de ninguém.
Poesia
1.
QUARENTA CLICS EM CURITIBA, de Paulo
Leminski;
2.
BUBUIA, de Jéssica Martins Costa;
3.
ASA DE LAGARTA, de Vanessa Reis;
4.
ALICE E OS DIAS, de Daniela Delias;
5.
TRANS, de Age de Carvalho;
6.
QUASE UMA ARTE, de Paula Glenadel;
7.
À CIDADE, de Mailson Furtado;
8.
GRAVANDO, de Aline Rocha;
9.
ANTES QUE O MUNDO ACONTEÇA, de Daniel
Baz;
10.
CAPRICHOS & RELAXOS, de Paulo
Leminski.
Prosa
1.
A FABULOSA GALINHA DE ANGOLA, de Luísa
Fresta;
2.
REDEMOINHO EM DIA QUENTE, de Jarid
Arraes;
3.
CARTAS DE UM DIABO A SEU APRENDIZ, de
C.S. Lewis;
4.
O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA, de Ailton
Krenak;
5.
A CRUEL PEDAGOGIA DO VÍRUS, de
Boaventura Sousa Santos;
6.
SEJAMOS TODOS FEMINISTAS, de Chimamanda
Ngozi Adichie;
7.
O MASSACRE DA GRANJA SÃO BENTO, de Luiz
Felipe Campos;
8.
O VELHO E O MAR, de Ernest Hemingway
(releitura);
9.
SOBRE A ESTUPIDEZ, de Robert Musil;
10.
ÚLTIMO REINO, de Pascal Quignard.
OBS.
A ordem de numeração dos livros não quer dizer absolutamente nada.
* Imagem: Google
terça-feira, 9 de julho de 2019
O Equador das Coisas - 12 anos
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quarta-feira, 3 de julho de 2019
Luísa Fresta lançará livro em Portugal
domingo, 2 de junho de 2019
Rap do 30 de Maio
há um menino adulto que lê pesadelos no jornal
a morte do ensino em tempo integral
e o espanto boquiaberto da nação
um dia urgente refuta restrição de liberdade
estudantes/professores desamarrem pensamentos!
sois brilhantes como o sol e livres como o vento
ser cidadão é coração maior de idade
jornada prenhe de mil luzes de mudança
em prol das ciências sociais tão humanas
e fundamentais | a reflexão crítica nos irmana
[o desconcerto assusta mas a coerência avança]
jornada de verbo sem verbas – só esperança
não sou panfleto doutrinário sou luta pacífica
minha luta é ética, minha sementeira científica
dizemos sempre e ainda: quem espera sempre alcança
um dia de apaziguamento e chamada à razão
cremos em hospitais e universidades públicas
nossas exigências são pedidos [nunca súplicas]
sonhadas com cabeça, alma e antecipação
será jornada de batalha ideológica
que tempo é este retrátil e inseguro?
educar não é gastar, é construir o futuro
negativismo é destruição | aposta ilógica
no dia trinta a palavra será tinta e voz
pela merenda, pelo transporte escolar
educação inclusiva temos que assegurar
o tempo urge como um rio para a sua foz
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Nunca mais
Nunca mais
64
Nunca mais
Dizem os meus irmãos na outra margem
Do enorme rio atlântico
Nunca mais o pesadelo a tortura
A ignomínia o silêncio
Nunca mais
O nome de Deus e da família em bocas vãs
O amordaçar sumário das ideias
O apagamento de homens e mulheres
A condenatória sentença da dissidência
Nunca mais
A intolerância o ódio o bestial
E sádico prazer do encarceramento
O autoritarismo falho de liderança
A pátria algemada no ardil do nacionalismo
Nunca mais
A ditadura travestida de mão disciplinadora
A opinião condicionada ao medo
A expressão do pensamento algemada
E a liberdade esbracejando para a superfície
64
Será sempre
Um sonho de Paz por Martin Luther King
As constatações proféticas e dolorosas de Borges
A Literatura e As Palavras autobiográficas de Sartre
Chilenos marchando lado a lado com Allende
Será sempre
A combate pacífico e LOVE
Na voz de Nat King Cole
Outra Garota de Ipanema
Paris em festa n’as memórias de Hemingway
Será sempre
Os Pastores da Noite de Jorge Amado
Ou Isto ou Aquilo na poesia da Cecília
Millôr Fernandes e uma revista abortada
E também Luuanda do Luandino
Será sempre
Chitty-Chitty-Bang-Bang
Nós Matámos o Cão Tinhoso
A Legião Estrangeira
E O Cavaleiro da Dinamarca
Será sempre
Mariem Mint Derwich
José Rodrigues dos Santos
Adjoua Flore Kwame
E esta esperança que vos fala.



















