Aforismo lembra
limitação, definição rápida e simples, sentença breve e enxuta, pensamento
conciso que resume algo puro, bruto e com natureza nuclear. O aforismo esteve
presente na vida de Franz Kafka em praticamente toda a sua carreira de
escritor. Kafka tinha o hábito de escrever e guardar em diários inúmeras anotações
preciosas sobre tudo e todos. Quando a tuberculose pulmonar o atingiu com veemência,
Kafka se utilizou ainda mais do potencial do aforismo. O escritor de Praga
protocolou, assim, e com muita maestria, uma de suas marcas textuais mais
fortes. Em 109 Aforismos reunidos, Kafka passa a limpo a vida
como a tomar decisões em forma de curtas vastidões. E, para a nossa sorte, seu
amigo Max Brod não destruiu tão importante tesouro literário.
| Desde 2007 | Por Germano V. Xavier | Em memória de Milton de Oliveira Cardoso Júnior | + de 2.200 textos publicados |
segunda-feira, 21 de junho de 2021
Os 109 aforismos de Kafka
CARTA SOBRE A FELICIDADE, de Epicuro + LUÍS SEPÚLVEDA
Sobre Gris, de Cida Pedrosa
DANIELA DELIAS NA FURG/FM (Entrevista)
domingo, 20 de junho de 2021
A Clarice que matou os peixes
OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA, de Rupi Kaur
sábado, 19 de junho de 2021
O perfume do mar
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Por Germano Xavier
O LIVRO DO SIM (MENINO MALUQUINHO), de Ziraldo
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Sobre o holocausto brasileiro
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O CAUSO DO CORONGAVÍRUS NO SERTÃO, por James Wilker
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Colosso uruguaio
Por Germano Xavier
mario
orlando
hamlet
hardy
brenno
benedetti
farugia
* Imagem: https://observador.pt/2020/09/20/mario-benedetti-um-realista-a-procura-da-aventura-amorosa/
O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA, de Ailton Krenak
quarta-feira, 16 de junho de 2021
Vaqueiro da cara lascada
Por Germano Xavier
uma homenagem a Zé do Mestre,
à Pega de Boi Elizeu Xavier (meu avô), de São Bento do Una-PE,
e a todos os vaqueiros do mundo
vaqueiro de verdade é o da cara lascada,
que destripa a caatinga e rasga todos os portais
da seca, da imensidão: seu ofício e seu lar.
no meio de coronéis e lampiões, vai definindo
o vento áspero dos mil Gerais.
vaqueiro veste a serra, o morro e o gibão,
traja o perigo e o couro dos animais rurais.
nas feiras marca o adorno, costura o ritual dos santos
de proteção. vaqueiro sovela o sol,
vaza o dia e molda a noite.
e no limiar dos sertões, o peleiro
o aguarda para remendos encourar, quando
Senhor Bom Homem e São Crispim tecem
as novas coragens.
repasse imortal do mestre gonzagueando
sábados de criação. vivo é o passo do pai nas
mãos do filho. perneira, guarda-peito, chapéu e luva...
a peça quase inteira se da peste não for
o indumentado cabra, se da cara lascada não for
o bendito vaqueiro.
* Imagem: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/12/exposicao-no-recife-retrata-universo-do-artesao-ze-do-mestre.html
domingo, 13 de junho de 2021
ANTOLOGIA RUÍNAS + DICA DE JAMES WILKER
Três poemas para levantar paredes e uma dica de leitura do amigo James Wilker. #antologiaruínas #editorapatuá #carlgjung #canaloequadordascoisas Inscreva-se no canal! YOUTUBE: http://youtube.com/oequadordascoisas BLOG: http://oequadordascoisas.blogspot.com FACE: https://www.facebook.com/germanoviana... INSTA: https://www.instagram.com/germanovian... ISSUU: https://issuu.com/art_brazil LATTES: http://lattes.cnpq.br/8697294516715015
A rupestre poesia de Manoel de Barros
após reler o livro Poemas Rupestres, de Manoel de Barros
No centro do mundo mágico de Manoel de Barros há uma coletânea de miudezas, de pequenas explosões desamparadas e perdidas no setor das invisibilidades humanas, mas mesmo assim completamente incríveis e perfeitamente narráveis. Vejo, em Poemas Rupestres, publicado em 2004, rabiscos de felicidade imatura, riscos de vistas musicadas, desenhos de uma voz que sempre terminarão em carnaval. Passarinhos dão o tom da brincadeira de ver além e aquém, pois o futuro em Manoel é sempre um sonho de mais em menos.
O mato interno de cada um pode ser o próprio universo inteiro. Ou os universos. Uni-versos. Avessas, nossas partes desconstruídas, nada puídas e inventadas com toda certeza de ser melhor assim, como se é ou como somos, no agora, no pra-ontem. Nus de tudo o que nos é possível largar. Nus até da inteligência que os outros contam. Indiferentes ao estigma do cumprimento das ordens mundanas. Manoel planta a palavra no cerne do instinto. Reposiciona tudo. Suas gramáticas não se apegam ao ar. O ar evapora. O ar de Manoel é o vai no ar. O ingrediente. O que venteia.
Entre ganhar ou perder,
acontece de ter apenas um caracol no meio. É problema de lesma. Pressa é bicho
mais feio que o Preguiça. Manoel quem me ensinou isso. Manoel foi meu professor
por muitos anos e muitos livros. Cresci aprendendo com Manoel. Com ele
inventariei até de ter sol dentro de mim pra instruir os outros. Muitos outros.
Valeu a pena. Digo mesmo que valeu a pena, sem medo de errar. Errar é coisa bonita também. Juro.
Tudo é fonte em Manoel. Tudo é
semente. A infância é uma abelha em zum eterno. Poemas de espera nos alcançam
como o rio, mesmo magro em abatimentos, incansável e destemido. Eu me proso com
ele. Você se prosa com o Manoel? Não? Então, chegue mais pra ver. Arraste o
tamborete e espie. A voz de Manoel é o assobio do vento. Tem de parar pra conseguir escutar. A gente ganha olhar quando lê o Manoel. A gente ganha um
monte de coisa que a gente pensava que nem existia dentro da gente. Quer
apostar que é assim?
* Imagem: Google.
CORONAVÍRUS & LUÍS SEPÚLVEDA
Poesia para driblar distópicas esquinas
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| ARAME FARPADO (LUG EDITORA, 2015), de Lisa Alves. |
quinta-feira, 10 de junho de 2021
A PRINCESA SALVA A SI MESMA NESTE LIVRO, de Amanda Lovelace
terça-feira, 8 de junho de 2021
Sobre Corpo Púlpito, de Clarissa de Figueirêdo
segunda-feira, 7 de junho de 2021
FONTELA & HILST: 80 ANOS
domingo, 6 de junho de 2021
Poemas estranhos e estrangeiros (Parte IX)
Perambulações medievais
vislumbrei Rotterdam e Antuérpia. vislumbrei.
no continuar do plano de rota o destino era a Veneza do Norte, ali
pela região dos Flandres. no entorno de seu centro, muitos jovens
e muitas bicicletas. enquanto tomava fôlego para desbravar a medieval
cidade belga, parei em um típico bar local.
um café, por favor.
antes de sair, conheci o curioso banheiro do estabelecimento.
havia uma singular atmosfera literária no ambiente.
porém, após uma rápida parada para colocar o pensamento no lugar,
entrei pelas ruas e vielas de Bruges.
canais me acompanhavam feito serpentes
a dar botes em minhas vistas extasiadas. a sensação do medievo
ainda por lá é viva, apesar das camadas capitalistas e multinacionais
que maculam qualquer aura inocentemente pura das visagens.
os ponteiros do relógio novamente me enganavam.
sete da noite e o sol era ainda uma tarde em brotos.
após uma refeição aos modos de almoço rápido,
parti para o Julgado Provincial,
para um momento musical no Campanário
e para uma subida ao Museu da Cerveja.
Bruges guardava um azul tônico no céu mesmo em alta noite.
os tijolos à mostra de suas construções seculares remetiam ao seu famoso chocolate.
quando a noite parecia já querer cair tardiamente, estava eu bem no meio da Grande Praça
a contemplar longas memórias além-Atlânticas.
ali fiquei por minutos a contemplar detalhes.
fechei as cortinas do hotel.
boa noite, Belgium.
(Tarde e noite de 14 de junho de 2017)
Imagens: Germano Xavier
LUÍSA FRESTA em CONEXÃO ÁFRICA-EUROPA
Poema de Germano Xavier é publicado em antologia da Editora Arrelique
sábado, 5 de junho de 2021
AVALOVARA, de Osman Lins
Avalovara, de Osman Lins, é um livro único dentro da literatura brasileira. Você concorda? Inscreva-se no canal! YOUTUBE: http://youtube.com/oequadordascoisas BLOG: http://oequadordascoisas.blogspot.com FACE: https://www.facebook.com/germanovianaxavier INSTA: https://www.instagram.com/germanovianaxavier ISSUU: https://issuu.com/art_brazil LATTES: http://lattes.cnpq.br/8697294516715015






















