| Desde 2007 | Por Germano V. Xavier | Em memória de Milton de Oliveira Cardoso Júnior | + de 2.200 textos publicados |
segunda-feira, 21 de junho de 2021
DANIELA DELIAS NA FURG/FM (Entrevista)
domingo, 20 de junho de 2021
A Clarice que matou os peixes
OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA, de Rupi Kaur
sábado, 19 de junho de 2021
O perfume do mar
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Por Germano Xavier
O LIVRO DO SIM (MENINO MALUQUINHO), de Ziraldo
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Sobre o holocausto brasileiro
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O CAUSO DO CORONGAVÍRUS NO SERTÃO, por James Wilker
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Colosso uruguaio
Por Germano Xavier
mario
orlando
hamlet
hardy
brenno
benedetti
farugia
* Imagem: https://observador.pt/2020/09/20/mario-benedetti-um-realista-a-procura-da-aventura-amorosa/
O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA, de Ailton Krenak
quarta-feira, 16 de junho de 2021
Vaqueiro da cara lascada
Por Germano Xavier
uma homenagem a Zé do Mestre,
à Pega de Boi Elizeu Xavier (meu avô), de São Bento do Una-PE,
e a todos os vaqueiros do mundo
vaqueiro de verdade é o da cara lascada,
que destripa a caatinga e rasga todos os portais
da seca, da imensidão: seu ofício e seu lar.
no meio de coronéis e lampiões, vai definindo
o vento áspero dos mil Gerais.
vaqueiro veste a serra, o morro e o gibão,
traja o perigo e o couro dos animais rurais.
nas feiras marca o adorno, costura o ritual dos santos
de proteção. vaqueiro sovela o sol,
vaza o dia e molda a noite.
e no limiar dos sertões, o peleiro
o aguarda para remendos encourar, quando
Senhor Bom Homem e São Crispim tecem
as novas coragens.
repasse imortal do mestre gonzagueando
sábados de criação. vivo é o passo do pai nas
mãos do filho. perneira, guarda-peito, chapéu e luva...
a peça quase inteira se da peste não for
o indumentado cabra, se da cara lascada não for
o bendito vaqueiro.
* Imagem: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/12/exposicao-no-recife-retrata-universo-do-artesao-ze-do-mestre.html
domingo, 13 de junho de 2021
ANTOLOGIA RUÍNAS + DICA DE JAMES WILKER
Três poemas para levantar paredes e uma dica de leitura do amigo James Wilker. #antologiaruínas #editorapatuá #carlgjung #canaloequadordascoisas Inscreva-se no canal! YOUTUBE: http://youtube.com/oequadordascoisas BLOG: http://oequadordascoisas.blogspot.com FACE: https://www.facebook.com/germanoviana... INSTA: https://www.instagram.com/germanovian... ISSUU: https://issuu.com/art_brazil LATTES: http://lattes.cnpq.br/8697294516715015
A rupestre poesia de Manoel de Barros
após reler o livro Poemas Rupestres, de Manoel de Barros
No centro do mundo mágico de Manoel de Barros há uma coletânea de miudezas, de pequenas explosões desamparadas e perdidas no setor das invisibilidades humanas, mas mesmo assim completamente incríveis e perfeitamente narráveis. Vejo, em Poemas Rupestres, publicado em 2004, rabiscos de felicidade imatura, riscos de vistas musicadas, desenhos de uma voz que sempre terminarão em carnaval. Passarinhos dão o tom da brincadeira de ver além e aquém, pois o futuro em Manoel é sempre um sonho de mais em menos.
O mato interno de cada um pode ser o próprio universo inteiro. Ou os universos. Uni-versos. Avessas, nossas partes desconstruídas, nada puídas e inventadas com toda certeza de ser melhor assim, como se é ou como somos, no agora, no pra-ontem. Nus de tudo o que nos é possível largar. Nus até da inteligência que os outros contam. Indiferentes ao estigma do cumprimento das ordens mundanas. Manoel planta a palavra no cerne do instinto. Reposiciona tudo. Suas gramáticas não se apegam ao ar. O ar evapora. O ar de Manoel é o vai no ar. O ingrediente. O que venteia.
Entre ganhar ou perder,
acontece de ter apenas um caracol no meio. É problema de lesma. Pressa é bicho
mais feio que o Preguiça. Manoel quem me ensinou isso. Manoel foi meu professor
por muitos anos e muitos livros. Cresci aprendendo com Manoel. Com ele
inventariei até de ter sol dentro de mim pra instruir os outros. Muitos outros.
Valeu a pena. Digo mesmo que valeu a pena, sem medo de errar. Errar é coisa bonita também. Juro.
Tudo é fonte em Manoel. Tudo é
semente. A infância é uma abelha em zum eterno. Poemas de espera nos alcançam
como o rio, mesmo magro em abatimentos, incansável e destemido. Eu me proso com
ele. Você se prosa com o Manoel? Não? Então, chegue mais pra ver. Arraste o
tamborete e espie. A voz de Manoel é o assobio do vento. Tem de parar pra conseguir escutar. A gente ganha olhar quando lê o Manoel. A gente ganha um
monte de coisa que a gente pensava que nem existia dentro da gente. Quer
apostar que é assim?
* Imagem: Google.
CORONAVÍRUS & LUÍS SEPÚLVEDA
Poesia para driblar distópicas esquinas
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| ARAME FARPADO (LUG EDITORA, 2015), de Lisa Alves. |
quinta-feira, 10 de junho de 2021
A PRINCESA SALVA A SI MESMA NESTE LIVRO, de Amanda Lovelace
terça-feira, 8 de junho de 2021
Sobre Corpo Púlpito, de Clarissa de Figueirêdo
segunda-feira, 7 de junho de 2021
FONTELA & HILST: 80 ANOS
domingo, 6 de junho de 2021
Poemas estranhos e estrangeiros (Parte IX)
Perambulações medievais
vislumbrei Rotterdam e Antuérpia. vislumbrei.
no continuar do plano de rota o destino era a Veneza do Norte, ali
pela região dos Flandres. no entorno de seu centro, muitos jovens
e muitas bicicletas. enquanto tomava fôlego para desbravar a medieval
cidade belga, parei em um típico bar local.
um café, por favor.
antes de sair, conheci o curioso banheiro do estabelecimento.
havia uma singular atmosfera literária no ambiente.
porém, após uma rápida parada para colocar o pensamento no lugar,
entrei pelas ruas e vielas de Bruges.
canais me acompanhavam feito serpentes
a dar botes em minhas vistas extasiadas. a sensação do medievo
ainda por lá é viva, apesar das camadas capitalistas e multinacionais
que maculam qualquer aura inocentemente pura das visagens.
os ponteiros do relógio novamente me enganavam.
sete da noite e o sol era ainda uma tarde em brotos.
após uma refeição aos modos de almoço rápido,
parti para o Julgado Provincial,
para um momento musical no Campanário
e para uma subida ao Museu da Cerveja.
Bruges guardava um azul tônico no céu mesmo em alta noite.
os tijolos à mostra de suas construções seculares remetiam ao seu famoso chocolate.
quando a noite parecia já querer cair tardiamente, estava eu bem no meio da Grande Praça
a contemplar longas memórias além-Atlânticas.
ali fiquei por minutos a contemplar detalhes.
fechei as cortinas do hotel.
boa noite, Belgium.
(Tarde e noite de 14 de junho de 2017)
Imagens: Germano Xavier
LUÍSA FRESTA em CONEXÃO ÁFRICA-EUROPA
Poema de Germano Xavier é publicado em antologia da Editora Arrelique
sábado, 5 de junho de 2021
AVALOVARA, de Osman Lins
Avalovara, de Osman Lins, é um livro único dentro da literatura brasileira. Você concorda? Inscreva-se no canal! YOUTUBE: http://youtube.com/oequadordascoisas BLOG: http://oequadordascoisas.blogspot.com FACE: https://www.facebook.com/germanovianaxavier INSTA: https://www.instagram.com/germanovianaxavier ISSUU: https://issuu.com/art_brazil LATTES: http://lattes.cnpq.br/8697294516715015
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Primeira parte da Trilogia do Centauro é lançada
segunda-feira, 31 de maio de 2021
REVISTA EXPRESSÃO (UNEB/DCH III)
Um olhar sobre a Revista Expressão, publicação do DCH III da Universidade do Estado da Bahia/Campus Juazeiro. Inscreva-se no canal! YOUTUBE: http://youtube.com/oequadordascoisas BLOG: http://oequadordascoisas.blogspot.com FACE: https://www.facebook.com/germanovianaxavier INSTA: https://www.instagram.com/germanovianaxavier ISSUU: https://issuu.com/art_brazil LATTES: http://lattes.cnpq.br/8697294516715015
domingo, 30 de maio de 2021
Poemas estranhos e estrangeiros (Parte VIII - em Francês)
Por Germano Xavier
Tradução: Luísa Fresta
Domingo, 23 de maio de 2021
Poemas estranhos e estrangeiros (Parte VIII)
Des poèmes étranges et étrangers
(Partie VIII)
Chez Hergé, à la recherche de Marx
il était
encore tôt lorsque nous avons contourné le rond-point de l’Arc de Triomphe
pour dire au
revoir à Paris. puis Saint-Denis, Charles de Gaulle,
la Picardie,
la Champagne, les alentours d’Amiens, de Verne, la A1, la E19,
et même une
pause prévue à l’Atomium.
Bruxelles m’a accueilli
toute fleurie et assez discrètement.
la cathédrale
Saints-Michel-et-Gudule acclimatait la paix
de mes tous
premiers pas sur le sol belge.
là-bas, aux
alentours de la rue d’Arenberg, j’ai avancé
vers les
Galeries Royales Saint-Hubert.
par moments je
me suis arrêté pour admirer une jeune fille qui chantait merveilleusement
on dirait une
chanson d’auteur. le son de l’harmonica me séduit toujours.
j’ai traversé en
diagonale jusqu’à la rue de la Colline. Tintin, d’Hergé
se trouvait
là-bas et je lui ai tenu compagnie pendant quelque temps.
je marchais
parmi la foule et du coup je vois
l’époustouflante
Grand-Place, considérée, par certains spécialistes voyageurs, la plus belle
place d’Europe, voire du monde. après avoir tourné un peu
pour tout appréhender
en profondeur, j’ai regardé attentivement la Maison du Cigne. Selon la légende
c’est
justement à cet endroit, un modeste établissement, que Marx et Engels ont conçu
et écrit le Manifeste du Parti Communiste.
être là-bas
était donc quelque chose d’inénarrable, pour maintes raisons. on finit par
se sentir un
peu imprégné par cet aura historique. par le simple fait de respirer tout près
de la mémoire de ces événements.
je ressentais
une joie nouvelle et inconnue.
j’ai réfléchit
sur toutes les réunions ouvrières, de lutte
et de
résistance. la poésie du socialisme imprégnait l’atmosphère parmi
tous les
récits que l’on pouvait y témoigner sans faire d’effort.
après cet
émerveillement naturel,
j’ai touché la
statue Éverard t’Serclaes, j’ai gouté
une des fameuses gourmandises belges et juste à coté de Manneken Pis j’ai enfin
sourit, des sourires de liberté.
l’après-midi
s’avérait une destinée pleine de guildes.
je me suis
accoudé aux murs de l’immense Hôtel de Ville
et alors, tout
simplement, j’ai pris une photo du Temps.
(Matin du 14 juin 2017)
terça-feira, 25 de maio de 2021
CAPRICHOS & RELAXOS, de Paulo Leminski
Poesia marginal, espacial, concreta e tudo o que você quiser que. Inscreva-se no canal! YOUTUBE: http://youtube.com/oequadordascoisas BLOG: http://oequadordascoisas.blogspot.com FACE: https://www.facebook.com/germanovianaxavier INSTA: https://www.instagram.com/germanovianaxavier ISSUU: https://issuu.com/art_brazil LATTES: http://lattes.cnpq.br/8697294516715015






















