sábado, 18 de fevereiro de 2017

Compensações para pequenas mortes naturais



Por Germano Xavier



lograr a cada hora regurgitar a memória.
lograr a cada hora defecar a primazia do encantamento.
lograr a cada hora gozar a distância.
lograr a cada hora catarrear símbolos.
lograr a cada hora ejacular sorrisos.
lograr a cada hora expelir reminiscências.
lograr a cada hora digerir os fins.
lograr a cada hora deglutir lacunas.
lograr a cada hora pisotear palavras.
lograr a cada hora olvidar uma hora.
lograr a cada hora cunhar ulteriores sons.
lograr a cada hora peregrinar alacridades.
lograr a cada hora escarnecer dejetos.
lograr a cada hora registrar o pé na bunda que você me deu.
lograr a cada hora jamais cometer a audácia do mesmo flagelo.
lograr a cada hora urinar seus autores.
lograr a cada hora dominar a bela arte de viver sem você.
lograr a cada hora afogar teus ares.
lograr a cada hora a liberdade de te escarniar.
lograr a cada hora o laço com o feminismo que me falta.
lograr a cada hora desconchavar imagens perfeitas de você.
lograr a cada hora sussurrar panegíricos em voz passiva.
lograr a cada hora o desatino de deixar doer.
lograr a cada hora retirar os pedacinhos de você de dentro da minha cabeça.
lograr a cada hora a leveza de não te saber.
lograr a cada hora não ter sede de tuas novas.
lograr a cada hora permitir que os pequenos fragmentos de ti se despeçam.
lograr a cada hora serenar a ideia de que um dia eu te amei.
lograr a cada hora silenciar teus ruídos.
lograr a cada hora picotar o desejo de realidade.
lograr a cada hora a inércia de tua não existência.


* Imagem: http://www.deviantart.com/art/--664051708

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nada muito sobre filmes (Parte XXIX)

*

Por Germano Xavier,
com extrema preguiça de escrever


Versos de um crime

1944. Allen Ginsberg e Lucien Carr. Poesia, literatura, contracultura e atração. Vai lá, dê uma espiadinha!


A casa dos pequenos cubinhos

Delicado. Quase sublime.


Bonnie & Clyde

Gosto da história dos dois, mas da versão cinematográfica de 2013, não.


Guardiões da Galáxia

Sei lá.


O último capítulo

Frustrante.


Black Mirror

A primeira temporada tem um conteúdo bem legal.


Demônio

Nem lembro mais de tanto que é desprezível. O terror/horror precisa se reinventar. Tá difícil!


A viagem de Chihiro

É deveras interessantíssimo. Todavia, é preciso entender bem o que há por detrás de tanta simbologia. O mundo oriental é fascinante. Para ver e rever, várias vezes.


La La Land – Cantando Estações

Valeu a meia-entrada que paguei.


* Imagem: http://www.blog.365filmes.com.br/2015/04/Estudante-reune-120-anos-de-Cinema-em-video-de-7-minutos.html

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Confesso que li

*

Por Germano Xavier


A aventura da leitura começou cedo em minha vida. Muito, mas muito cedo, também não. Melhor seria se eu começasse este texto da seguinte forma: a aventura da leitura começou na hora certa em minha vida. Desta forma, até que soa mais verdadeiro. Mas há uma “hora certa” para se começar a ler? Sete ou oito anos de idade, com alguma margem de erro ou de acerto para mais ou para menos. É quando começo a recordar de alguns momentos... Guardo memórias ainda infantes de quando chegavam até mim alguns exemplares de gibis e alguns velhos e surrados almanaques. Foi assim por boa parte da minha infância no interior baiano. E, como sempre, tomado por um bom espanto, eu me agarrava àqueles materiais impressos e lia, lia e lia.

Com o tempo, revistas sobre automóveis e motocicletas foram me chamando a atenção. Meu pai, vendo meu gosto crescer com o passar dos dias, logo se prontificou a fazer uma assinatura da revista Quatro Rodas, da Editora Abril. Tamanha era a fome demonstrada pelo conteúdo, que eu me prontifiquei a guardar todas as edições estrategicamente organizadas por anos e edições, além, é claro, de dificultar ao máximo as cada vez mais frequentes “mãos bobas” do meu irmão, que também começava a se interessar pelo assunto. Emprestar, para quem é aficionado e mesmo para um irmão, era sempre um suplício. Minha coleção de revistas sobre os mais diversos assuntos rapidamente entupiu uma estante e outra e depois mais outra, e assim sucessivamente. Perdi a conta de quantas tive, de quantas li. Até hoje, guardo comigo “notório saber” sobre automóveis e motocicletas em geral. Curioso, não?

No começo, literatura era mais difícil de se encontrar. Chegavam-me livros em porções parcas. Lia tudo. Quase tudo. Sem distinção. De Paulo Coelho a Dalton Trevisan e Borges. De Hilda Hilst a George Orwell, passando por Drummond e Melville. No início, bem lá no início, acreditei na ideia de que existia uma “Grande Literatura”, e mais ainda, que era bonito e elegante ler e expor conhecimentos sobre os “cânones” da literatura universal. Hoje sei o quão bobo era, o quão ingênuo fui. Os livros que outrora apontava como sendo magnânimos e quase solenes, hoje são apenas bons livros em sua maioria. Entendi, a bom custo, que não há melhor literatura que outra, que não há literatura ruim nem literatura boa. Entendi, senão, que existem literaturas e, principalmente, que existem circunstâncias de leitura literária.

A escola não me ajudou muito no processo de gostar de ler. Todavia, alguns momentos foram cruciais para que a chama da leitura fosse acesa dentro de mim. Um deles foi quando a professora de português cobrou a leitura de O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, e de Meu Pé de Laranja Lima, do José Mauro de Vasconcelos. Como aluno, não entendia bem o porquê de se cobrar a leitura de um livro para dar conta, depois, de algumas tarefas quase sempre banais. Hoje, do outro lado, como professor, entendo a importância de se levar livros ao encontro dos estudantes. E livros de todas as espécies, é bom frisar.

A escola, com todas as suas falhas e perrengues já ancestrais, ainda é um espaço em que se pode ensinar a gostar de ler, e de ler literatura! A maioria do alunado aprenderá a falar, mesmo que raramente, de alguns exemplares ou de algumas leituras. Outros alunos, mesmo que sendo poucos no meio de um enorme contingente, farão a mesma viagem que fiz. Uma viagem sem volta, diga-se de passagem, porque quem aprende a gostar de ler textos de cunho literário alcança o infernal paraíso insuspeito das coisas e do homem, e é muito raro alguém deixar este espaço para trás sem mais nem menos. São esses meus alunos os tesouros de minha profissão.

Jamais reprimi um aluno meu pelo fato de ele estar lendo um best-seller atual, dos que figuram nas mais reles listas dos mais vendidos, quase sempre sobre romances vampirescos ou distopias de cunho adolescente. Ao contrário, incentivo. Nem tudo o que parece ser, é. Nem tudo que é, é. O que é mesmo que garante a um texto ser taxado de literatura? Quais são os fatores de literariedade que ajudam a potencializar um texto? O que é mesmo essa tal de literatura de qualidade? Alguém aí tem a resposta? Eu prefiro acreditar, hoje, que a qualidade de um texto literário começa pelo olhar de cada ser-leitor e que um uso “afetadamente artístico” da linguagem não garante que o texto seja considerado literário. 

Por ser, ela, a literatura, um fenômeno cultural e histórico ao mesmo tempo, diferentes grupos sociais em diferentes épocas podem classificá-la de diferentes maneiras. Sendo assim, faz-se necessário crer na ideia de que a literatura não é um seixo inamovível. A literatura está mais para fluido, e mesmo as mais rígidas “instâncias de legitimação” atreladas à Grande Literatura não podem agregar valores incorrigíveis ao que denominamos de texto literário. Até mesmo as nossas expectativas podem mudar o conceito do que seja a literatura. Ou não?

Outro grande desafio que sempre tive e tenho em sala de aula é o de introjetar mais o “popular” no espaço do saber literário, de discuti-lo mais amplamente com meus alunos, especialmente em esferas de maior carência de recursos educacionais ou, também, em seus opostos. É preciso “impor” variedade. O professor está lá para isso, para ofertar. Como diz Márcia Abreu (2006, p.80), em seu livro intitulado de Cultura letrada: literatura e leitura, “a apreciação estética não é universal: ela depende da inserção cultural dos sujeitos. Uma mesma obra é lida, avaliada e investida de significações variadas por diferentes grupos culturais”. 

Assaz assim, como diz a autora supracitada, será inteligente de nossa parte entendermos que “não há obras boas e ruins em definitivo. O que há são escolhas – e o poder daqueles que as fazem. Literatura não é apenas uma questão de gosto: é uma questão de política” (2006, p.112). As razões para o surgimento de um leitor contumaz de literatura são as mais díspares, sabemos. Todavia, se observarmos tais indícios, a tendência é que outros muitos obstinados aventureiros da leitura sigam aparecendo mundo afora, talvez até com mais facilidade, sabedores de suas escolhas e capazes de discernir o que é melhor para si mesmos enquanto leitores. As literaturas, pois, agradecem!


* Imagem: http://www.deviantart.com/art/leituras-148596519

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Resistir pela água: por uma literatura viva



Por Germano Xavier


O homem é um ser literário, acreditem ou não. A literatura, por sua vez, é como a água do tempo, da vida. A água que alimenta a alma humana, e também o corpo humano, que nos preenche de cor, dor, força, medo e esperança. A água, no interior da literatura, pode ser também o território, o habitat, o próprio espaço dos fenômenos que nos constroem. “A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante” (CANDIDO, 2011, p.182). A literatura, pois, pode representar o caos. O caos pode significar tudo. E a água, como parte integrante do todo do imaginário literário, é este deserto das coisas e também o oásis dos movimentos. A literatura, enfim, pode esboçar a paz. A literatura é o próprio mundo. A literatura é, enfim, o homem. O verso. O inverso. O reverso. De tudo. De todos.

A literatura é, antes de tudo, linguagem munida de significado, como requer Pound (2006). E tudo elevado à décima potência. Sem a presença da linguagem, nada pode funcionar com plenitude, o ser humano total não é construído muito menos reconstruído, o mundo não alcança seus refinamentos racionais de existência. Sem linguagem e sem literatura, a renovação da vida não é garantida. A água, por sua vez, é também uma linguagem. Linguagem dos que ribeiram os rios da vida e da morte, colo dos amargores e fonte das saciedades mais intensas. Literatura é, também, imagem, repertório de imagens.

No livro de Luís Alberto Brandão, intitulado Chuva de Letras, e que é, juntamente com o livro Cartas do São Francisco, de Nilma Gonçalves Lacerda, matéria central do presente texto, a imagem é explorada com demasiada intensidade, tanto é que a chuva de letras na tela da televisão, que acompanha todo o desenrolar da trama e que marcam as ações e os pensamentos do protagonista, provoca fortemente o imaginário do personagem, criando inúmeras possibilidades de ideias e suposições plausíveis, fato que evidencia o poder que a imagem televisiva exerce na capacidade criadora das crianças e dos adolescentes.

Há momentos, no livro Chuva de Letras, em que o receio de interagir com algum fantasma preocupa o personagem, de modo que tais imagens interferem no seu cotidiano, e ele passa a refletir sobre o que vê, tenta interpretar e procura compreender o significado de tudo que é retratado na chuva de letras reverberada na imagem televisiva propriamente dita. É possível perceber que, após essa preocupação inicial, ele se encanta com o que as imagens provocam no seu imaginário e passa a viver melhor, mais feliz, isso porque, como afirma Fittipaldi (2004, p. 103), “toda imagem tem alguma história para contar. Essa é a natureza narrativa da imagem. Suas figurações e até mesmo formas abstratas abrem espaço para o pensamento elaborar, fabular e fantasiar”.

O mero fato de o protagonista se abrir ao novo o faz se sentir melhor. Sendo assim, percebe-se que tudo que o personagem contempla gera um oceano de significados, possibilitando novas maneiras de explorar a realidade e capacidade para perceber o mundo ao seu redor, a partir da fantasia e do imaginário da chuva (água) a percepção se amplia e se consolidada a construção de novos saberes. Em retorno ao inventário temático que abriu este texto, Candido (2011, p.176) retoma o conceito de literatura e o traduz relacionando-o a “todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”. Em consonância com este refletir, há suspeitas naturais de que um mundo sem produção de significados em cadeia seria um cabal desastre, do mesmo modo que um homem que vive sem ter o devido contato com a literatura, ou com os textos de natureza literária, tornar-se-ia um impostor corpo disforme, pálido em termos de representatividade e de expressividade.

Não há homem sem água. Não há humanidade sem literatura. A água que é derramada em dias de chuva é o alento para o sertanejo, o fator de judiação para o favelado da grande cidade. A água esmaga o coração sofredor, assim como retira o amargo das secas. O povo é a água da literatura. A maior história de todos os mundos e tempos. “Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contacto com alguma espécie de fabulação” (CANDIDO, 2011, p.176). A literatura, pois, assim como a água, “é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente” (CANDIDO, 2011, p.177).

A humanização pelo fator literatura, para Candido (2011), deve ser entendida como todo processo que incute no ser humano rotas de reflexão, aquisição de saber, desenvolvimento do senso de alteridade, refinamento dos sentimentos e habilidade para enfrentamento das problemáticas do viver. Mas, por que a literatura seria tão importante para o homem? Qual o seu segredo? A literatura seria mesmo uma espécie de água, de líquido vital para a existência? No livro Cartas do São Francisco, escrito por Nilma Gonçalves Lacerda, a água figura no livro como o mote-mor da trama. A autora, fazendo um paralelo com a famosa obra do poeta alemão Rainer Maria Rilke, Cartas a um jovem poeta, faz arvorar algumas unidades de cartas expressas direcionadas a um aspirante a escritor de histórias infantis e juvenis. Com sede por transmitir saberes, a autora faz um pequeno, porém apurado, apanhado do fazer literário relacionado à literatura infantil e juvenil, elencando informações tanto precisas quanto preciosas sobre tal atividade.

A literatura tem desses movimentos particulares. A água já foi território para várias importantes obras universais, desde as epopeias homéricas até Moby Dick, de Herman Melville, passando por Joseph Conrad, João Guimarães Rosa e tantos outros. Em Cartas do São Francisco, o Velho Chico é a matéria que gera a fluidez do conhecimento compartilhado, tal qual um espelho d’água que reproduz as faces de todo um organismo vivo, neste caso a literatura dita infantil e juvenil. Ao mesmo tempo em que a desloca do comum convívio frente a outras disciplinas relacionadas ao saber humano, como já citado anteriormente, Barthes (2001) faz da literatura, aqui em todas as suas acepções, uma caixa de guardados, um baú capaz de zelar atemporalmente por incomensuráveis saberes. Este, para ele, é justamente o aspecto que faz da literatura um fenômeno exclusivo quando comparado às demais áreas do saber. Para o referido autor, a literatura é a própria realidade, bastião da vida em si, o que a impulsiona a estar continuamente em vantagem perante as outras formas de conhecimento.

“Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentimentos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles” (CANDIDO, 2011, p. 177). Para a literatura, um dos principais ingredientes a ser colocado em análise quando entrada, ela, em julgamentos por sua real e definida relevância é, de longe, o potencial conjunto de ferramentas de que possui para que o irreal seja desbastado, volatilizado e até expulso do que é caracterizado como sendo propriamente humano. A literatura, portanto, ao ser o real ou parte do real, ou até mesmo a força motora e gestora de tudo que é real, termina por ser o local onde tudo se alimenta do todo, em prol do todo e semelhante ao todo.

Tendo como ponto de apoio a citação acima, há de se considerar a inestimável importância da literatura para que seja fomentada, no seio das sociedades, uma espécie de cultura letrada sobre a qual a palavra é sempre apresentada nos centros das significações e das virtudes mundanas. Por ser uma expressão artística milenar, a literatura atravessou várias fases de contemplação reflexivo-existencial e hoje é um território de proporções inestimáveis onde bailam os ventos do fator resistência. E um dos seus efeitos cruciais é a linguagem, com suas mil e uma potencialidades. Língua e literatura, portanto, não sobrevivem separadas.

A Literatura, por sua vez, acaba por refletir no conjunto de suas verdades e de sua natureza universal toda a plasticidade de expressão que se vincula à linguagem. Também utilizada como ferramenta de comunicação, a literatura, embora circunscrita num contexto histórico mais recente que o da língua em si, consegue manter suas interconexões comunicativas demasiado objetivas e sem maiores afetações. Como é de se suspeitar, sem grande esforço, uma sociedade sem a presença da arte literária certamente exprimir-se-á com menor correção, nitidez e criticidade. A palavra, escrita ou lida, decerto desfruta de um poder único, largo, fator que não a limita, já que não sendo simples figurante, beira a fomentação do que é real, isto é, a natureza existencial acerca do que é realidade.

A literatura não está parada, assim como a água de um córrego não é um corpo-objeto que possui uma forma única. Pelo contrário, ela está constantemente em trânsito, a passear por várias paragens do conhecimento humano e a pegar carona em diversos veículos de mídia num efeito dinâmico que surpreende até os mais céticos estudiosos do ramo. Em uma sociedade acostumada a reprimir seus viventes por conta de inúmeros fatores geradores de desigualdade, e que, em pleno século XXI, ainda teima em conviver com máscaras flutuantes de segregação social, de intimidação e de terror, a literatura passa a se cobrar mais, como a exigir-se de si mesma em direção ao posto ocupado pelo outro, o leitor, baseando-se para isso num complexo argumento de alteridade, fomentadora de identidades e valores impagáveis.



REFERÊNCIAS

BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, s/d.

BRANDÃO, Luis Alberto. Chuva de letras. São Paulo: Scipione, 2008.

CANDIDO, Antonio. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.

COSSON, Rildo. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo: Contexto, 2014.

______________. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014.

FRANTZ, Maria Helena Zancan. A literatura nas séries iniciais. Petrópolis: Vozes, 2011.

JOUVE, Vincent. A leitura. São Paulo: Editora UNESP, 2002.

_____________. Por que estudar literatura? São Paulo: Parábola, 2012.

LACERDA, Nilma Gonçalves. Cartas do São Francisco. São Paulo: Global, 2003.

LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 6. ed. São Paulo: Ática, 2002.

POUND, Ezra. ABC da Literatura. São Paulo. Cultrix, 2006.

WALTY, Ivete Lara Camargos. O que é ficção. São Paulo: Brasiliense, 1986.