sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fortuna crítica ( II )

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O poeta das horas

Nasceu em um zepelim, grande e colorido no céu que vem dos tempos bons e da caridade de quem olha sempre ao redor. Nasceu do amor entre a Madrugada e o Cedo Despertar das Janelas. Nasceu belo e tempestuoso, agudo e aflito. Correndo desde menino, procurando arestas nos livros e beijando escritoras de mãos tão rosadas e contemplativas. Nasceu por milagre e gerou o mundo que não cabe em si. Alimenta os sonhos e as margaridas azuis - sempre azuis - do jardim que não chora e não traz má recordação. É grande o pensar do Poeta das Horas. Cria velozes verdades em vias respiratórias dos peixes das águas que transbordam em mim. E transbordo em seus textos, epitáfios e amores remotos. Desde o tempo dos girassóis e das descobertas de luas, escreve e cria em mim, nuvens e coloridos vestidos de versos e metáforas. Pertence ao mundo - Criou o mundo e pouco satisfeito, se tornou perfeito. O livro que Kerouac esqueceu de criar. O Poeta das Horas corteja palavras e simples, tem os olhos dos lagos que repousam ao lado de seu lar. Conheço o Poeta e já conheço o mundo contrário às imperfeições. O Poeta das Horas chora sorrindo e dorme à sombra dos séculos. Poeta sempre eterno.

Por Alice.

Alice é Letícia Palmeira, fantástica escritora e poeta. Digo isso como leitor voraz que sou e com o que de crítica tenho. Hoje, minha escritora de cabeceira. Diz ela que escreveu esse texto para mim ou pensando em mim, não sei bem ao certo... O importante é que ele serve como uma homenagem a todos os poetas que limam palavras no desejo de mundos melhores...


* Deviantart.

Um comentário:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Final chapter
by ~inz-feelgood"
Deviantart