segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Manancial


Por Germano Xavier

a palidez do amor
em verdade
de moça azul

em meus braços
desaguando

todo aquele oceano
borbotando trêmulos frios

e eu
me iludindo

quis abafar o que vazava
em meu crivo maciço de sentimentos

5 comentários:

Filha do Rei disse...

Oi!Também agradeço pela tua visita.Amo a PALAVRA e com certeza sempre estarei aqui apreciando teus textos,eles são profundos e simples ao mesmo tempo.Bom, a profundidade e a simplicidade não deixam de ser sinônimos,dependendo da nossa interpretação :)
Como escreveste:_Continuemos...

Controvento-desinventora disse...

Vaza e extravaza...sentimento.

rodrigobernardo2010@yahoo.com.br disse...

muitas coisas quero abafar.

" Amanda Lopes" disse...

Escreve muito bem!!

Dani Gama disse...

"O coração pode pensar" (assegurava Hannah Arendt)...e daí eu me pego a sentir (sim! com a mente) que teimamos em querer nos iludir. É...nos iludimos tão bem quanto amamos, tão mal quanto pensamos que estamos seguros e daí nos jogamos lá do alto, de onde já mergulhamos tantas vezes e de onde já voamos e de novo voaremos, e tornaremos a saltar...