sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Um soneto de agora para um amor de sempre


Por Germano Xavier

Leio-te em beijos, minha querida,
do modo como a lua o sol espera,
incendioso, o dia. Lume da era,
anuncias, a mim, a certeza da vida.

Lírio, pesada flor em meu vergel
de estâncias. No teu colo bebo,
no teu colo inflamo... à vida cedo
o amor em diários. E o teu mantel,

quente e perfumado é, no entrelaço
das salivas enlameado, o meu sudário.
Umbral do meu corpo, animo teu regaço

na efusão de amar - falaz mandatário.
Rego-te, nas tardes, nos confins doados,
em jorro - meu cuidar em ti, afãs logrados.

2 comentários:

sonia regina disse...

você tem um jeito todo especial de escrever sobre o amor,me aproprio das suas escritas.



abraços

... disse...

Essas palavras preenchem-me... Transbordam-me, diria!