domingo, 9 de março de 2014

Poema para uma exposição de armas


Por Germano Xavier

Armas em riste.
O céu é de aço,
os homens de ferro
e são muitos
os papéis verdes
denunciando toda a pacífica miséria.

As mulheres conversam
suas vidas... (Estão se compensando!)
Há um denso barulho
no ar preso
destas pirâmides de espelho.

Reparo as granadas,
morteiros e minas
espalhadas
nestes fronts artificiais

Como são falíveis essas armas!

2 comentários:

Rodrigo Passos disse...

Melhor é acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.

Controvento-desinventora disse...

Nessa guerra quero está na linha de frente. Nem ligo, se eu for bucha de canhão.Salvem as armas deste calíbre!

bons caminhos...