quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Minha vida, minha morte


Por Germano Xavier

Algumas coisas ficam conosco para o resto de nossas vidas, como aquele suvenir da infância que nos preencheu alguma falta depois que nos faltou durante todo dia alguma espécie de ornato para que o dia fosse também mais colorido, ou como algum instante de luz maior que a própria claridade natural quando resolve fugir e ser apenas penumbra. Hoje tive a sensação única da totalidade de mim, mesmo sabendo que ainda não sou só isso. Arrisquei o caminho da rua noturna, desafiei os fantasmas da rua e caminhei em direção ao meus fantástico paraíso. Meu porque só eu posso visitá-lo, meu porque só eu tenho as chaves dos portais que dão para a morada dos deuses. Sem grandes alegrias no quarto onde recobro minha consciência diariamente, encarei a rua da minha loucura. E, confesso, não me arrependi.

Um comentário:

Controvento-desinventora disse...

Lembrei-me do filme "Amelie Poulain".Já o assistiu?