domingo, 1 de julho de 2012

O amor segundo Bruno Stein


 Por Germano Xavier

atmosfera vaporosa tem o amor
este contínuo gazetear
feito de rusgas fanfarronadas

epítome:
o rude velho morreu de amor.

arrabalde, tudo subjaz.
não se pode acoimar um caudal de inspiração vital
quando a morte nos é infamemente visível.

sobrevém, enlanguescente,
o artifício perigoso de acreditar,
presciente do fim,

que só o amor,
que só o amor muda o traquejo das coisas.

4 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"chains and cages by ~schnotte"
Deviantart

Controvento-desinventora disse...

O amor é minha bússula. Ele aponta as vezes desaponta,orienta e desorienta. Ama e desama o amor.

Daniela Delias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Suzana Duraes disse...

Viver, morrer,renascer
de amor.
Que graça teria se assim não fosse?...