quarta-feira, 17 de julho de 2013

Hábito de ler-te


Por Germano Xavier

língua de beber
crepúsculos,
debruço-me
sobre o rebuço deste teu olhar
essencial.

a prática das décadas
sofreu de teus
governos, mulher,
e me apavora,
sempre,
quando do teu alfabeto fundamental;
o que dizer
sentido
destino,
e também procura,
ou o que fica a cargo dos métodos maledicentes
usados nas possessões.

língua de ferir meus códigos,
de maleducar meus vícios
de aprendizagem.
multiplicai-me os estudos deste teu idioma
sestroso!,
que eu quero a
maneira
dos teus não-ditos!,
que eu quero a
tua entrelinha
entremeada
ao meu natural espetáculo!,
que eu quero a tua língua de esmola
a pedir-me a falência dos meus tufões!

Um comentário:

Roberta Mendes disse...

Língua de aviar juras.
Esconjuros de desejo.