sábado, 6 de julho de 2013

O fim


Por Germano Xavier

que o fim se dê
numa manhã chuvosa
com o sol preguiçoso a estalar feixes de luz
ao meio do dia
para o decreto do início da noite imensa

que nada seja tão eterno
quanto a pegada da hora imorredoura
na densa travessia do avanço
e que a marca que ficasse no vivido lado
fosse a da paisagem vista
por quem não pode mais recuar

5 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Boa Jão!! Mandou muito bem...que atmosfera!

[]s

Letícia Palmeira disse...

Fim é contrário de começo e causa quase o mesmo efeito. Só que do avesso.

Bom te ler.

Cris Campos disse...

Já que ele é inevitável, deixá-lo marcado na mente de quem continua sob o olhar de quem parte, parece-me a maneira perfeita de "vivê-lo". Gr. Bj. e uma linda semana cheia de vida pra você!

Urbano Gonçalo disse...

Olá Germano!
Belo poema, rodeado por certo mistério qual nebulosa manhã submersa de Outono.
Abraço, fica bem.

Ana Rosa, SP disse...

Contemporâneo, sofisticado, de levitar! Parabéns!