sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Além do labirinto


Por Germano Xavier

a porta, Borges,
a porta nunca haverá.
a porta dos destinos de ferro,
a porta doa mares que morrerão,
a porta do que ainda será
não haverá.

e nisso me ponho consternado
porque tua voz forte é ouro
e reluz
amanhãs em clamores,
o tempo.

o tempo, Borges,
o tempo,
gêmeo e tal como a porta,
nunca haverá.
o tempo,
nessa ferrugem de tardes,
doura horas mortais.

5 comentários:

Dauri Batisti disse...

tempo o
tempo de
passar aqui
o tempo é
uma palavra
passar
aqui e deixar
uma palavra
seguir

Dani Gama disse...

O tempo que aproxima, distancia... que silencia e fala...o tempo vive, faz renascer, o tempo grita e ecoa longe. A distância é irrelevante perto da poesia dos sentimentos dourados. O tempo é irrelevante perto da saudade que ele mesmo se encarrega em fazer germinar e crescer
e tomar conta.

Rafael Castellar das Neves disse...

Boa, Jão!! Gostei desta forma de ver o tempo...e muito da finalização...desta ferrugem das tardes..

[]s

Júlio Machado disse...

Gostei.
Abraços!

Cristiano Marcell disse...

Muito sagaz falar de tempo associando os termos numa suposta conversa com Jorge L. Borges:"O tempo é a substância de que sou feito"

Sigo-te doravante!