segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Como quem vagueia


Por Germano Xavier

Vem, insignificância minha!
Vem de dentro para fora,
e traz consigo a hora,
a hora que já não é minha.

Que venha calma e serena
como nunca um dever.
Pois quero no pensamento ter
a certeza de que és pequena.

Somente em ti recaio agora
como se tu fosses a aurora,
a aurora de dias idos.

Pensar em ti é nada ser.
Pobre do homem que não quer ver,
no espelho, seu existir perdido.

2 comentários:

Dani Gama disse...

Somos tão grandes e tão pequenos ao mesmo tempo, hein Poeta! Se por vezes conseguimos ser grandes em gestos e palavras que brotam da alma, por outras precisamos encarar nossa miudeza diante da brevidade do tempo, da vida.

Controvento-desinventora disse...

Quão grandes nos tornamos ao reconhecermos nossa pequenez, diante da força do tempo e da vida, que nos toma.