sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Almas perenes


Por Germano Xavier

ao ler Andersen

Da janela do teu castelo, olha.
Ela, pássaro do mar, voa
a essência do sonho
- e qual a matéria da sombra?

Aguarda a aproximação final,
se azuis olhos do príncipe.

Já és, que não precisas provas. Imortal.

Para se tornar humano, não basta
um belo par de pernas.
Mas que lhe cai muito bem
um ostensivo par de óculos escuros

para a função singela de impedir
a clara
visão de uma nossa ridícula
mortalidade.

4 comentários:

A Escafandrista disse...

muuuuito boa!

Lisa Alves disse...

Perfeito!

Dani Gama disse...

Ma-ra-vi-lho-so!!!! a cada dia que passa viro mais fã ainda de me encontrar em seus textos e poemas. Obrigada, sempre!

Controvento-desinventora disse...

Da janela leio e curto essa tua fecundidade poética.