sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Acres e ocres


Por Germano Xavier

Até quando precisaremos do doce artificial que a vida nos proporciona? Até quando não conseguiremos vencer nossas vaidades? Até quando nos portaremos fracos diante dos verdadeiros medíocres? Até quando? Acreditar que a morte é a superação da dor talvez não seja a melhor escolha. Talvez não seja. Talvez...

2 comentários:

Controvento-desinventora disse...

Enquanto houver "quando", haverão dúvidas...

Dani Gama disse...

Cheguei até aqui através do meu irmão Marcel após saber da sua parceria com ele para o próximo livro de contos. Aqui cheguei e aqui estou encantada com tanta beleza e tantas inquietações traduzidas em versos e em alma de um menino grande que de uma forma muito sutil nos leva a pensar sobre nós mesmos.

"Enquanto houver quando"...me peguei a pensar que estou vivendo alguns "quandos" e na inútil incerteza desse final que eu teimo em esperar chegar sinto que é preciso viver o agora e não deixar que os meus "quandos" me enlouqueçam...

Interessante o poder que o pensador tem de escrever para o mundo quando escreve para si próprio. Escrita ou visual a poesia sempre me toca no fundo.

Vou fazer desse lugar um canto de aconchego a partir de hoje. Obrigada, Germano Xavier!