terça-feira, 24 de setembro de 2013

Apoéticos


Por Germano Xavier

eu choro a dor de
um poema
mal sentido
porque poemas ferem
com suas armas invisíveis
porque poemas,
quando não bebidos,
quando não comidos
em sua inteireza,
são abscessos nojentos
e intratáveis.
eu choro a dor de
um poema,
cada um que nasce
e que não nasce
no profundo dum homem
e que não caminha
os seus limites inatingíveis
eu choro a dor de
um poema
e, principalmente,
eu choro,
muito,
a dor dum homem
sem poesia.

2 comentários:

Lisa Alves disse...

Nossa a poesia em carne viva, meu caro! Maravilhoso seu poema!

Zilani Célia disse...

OI GERMANO!

ACHEI TEU POEMA LINDO, VIVER SEM POESIA, É TRISTE MESMO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com/