sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um pouco de Sociologia da Educação


 Por Germano Xavier

• Para Karl Marx e Engels, o fundamental é associar a educação ao trabalho, visando dessa forma a implantação de escolas politécnicas, ou seja, ao mesmo tempo que o indivíduo é preparado intelectualmente, ele também é capacitado para exercer determinada função com mais capacidade; 

• Para Émile Durkheim, a educação é o meio que a sociedade usa para incutir nas gerações futuras suas heranças culturais, seus costumes, valores vigentes e isso sem que o indivíduo possa discordar ou não de determinada instrução que lhe está sendo passada. Ao invés da educação possibilitar uma amplitude maior de visão de mundo, ela condiciona o indivíduo a se tornar estático, mesmo através do processo educativo; 

• O fundamental para Max Weber no processo educativo (e isso numa tradução bem mesquinha) é a possibilidade de adquirir diplomas, com o intuito de ocupar cargos cada vez mais altos, sem falar na obtenção do prestígio social que o diploma lhe proporciona; 

• Karl Marx e Max Weber viam a educação como uma possibilidade de mudança social, já Émile Durkheim discordava dos dois por achar que o processo educativo não poderia trazer transformação social; 

• “Por técnicas sociais refiro-me a todos os métodos de influenciar o comportamento humano de maneira que este se enquadre nos padrões vigente da interação e organização sociais.” (Émile Durkheim); 

• Uma pergunta: não estaríamos nós, sociólogos da educação, mais uma vez construindo as teorias que interessam ao momento político? (Aos sociólogos da educação...); 

• Em primeiro lugar, a divulgação do conhecimento trazendo a reflexão que produz a crítica é comandada pelo professor. E não sabemos bem de que lado vai estar o professor. (Ao professor sem compromisso com a educação e que é parcial...); embora as pesquisas mais recentes mostrem o professor, ele mesmo, como vítima da violência, via salário precário e descaracterização da profissão. (Ao Estado, por não valorizar o professor como meio de transformação social...) A violência simbólica, bastante sutil, emana muitas vezes do livro didático que o professor utiliza. (Crítica ao livro didático, que não dá ao professor o suporte para trabalhar com os alunos...); 

• “A existência de técnicas sociais é particularmente evidente no exército, cuja influência repousa principalmente sobre a organização, o treinamento e disciplinas rígidas e sobre formas específicas de autocontrole e obediência.” (Karl Marx); 

• “... mas também na chamada vida civil, as pessoas tem de ser condicionadas e educadas para ajustarem-se aos padrões dominantes da vida social.” (Max Weber); 

• E aí, para que time você torce?

4 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Spingere un armadioby ~mrpitone"
Deviantart

Anônimo disse...

Caro Germano,

Perfeita construção textual a partir do estudo dos três "monstros" da sociologia humana. Quanto ao time da minha preferência, pensando como educador, somo-me àqueles que, embora diminuídos pelos aparelhos ideológicos de estado, ainda veem na educação o elemento maior de transformação da sociedade.

Parabéns, caro mestre.

Emerson de Souza Costa, educador.

Tatiane Salles. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Júllio Machado disse...

O interessante na pluralidade das ciências sociais, com as suas distintas teorias, não só com seus principais autores clássicos como Marx, Weber e Durkhein, mas com todos pensadores e com todos aqueles, que de certa forma, contribuem para esse vasto estudo social, é que com todo esse conjunto, todos colaboram para um pensamento eclético que pode proporcionar a determinados indivíduos, didaticamente, o que há de melhor em cada doutrina. E por fim, através de todo contexto, das ciências sociais, o indivíduo tem ferramentas suficiente para estudos, busca de soluções e constantes ou relativas indagações.

Interessante postagem professor.
Eu particularmente gosto de todos esses estudiosos, mas tenho uma simpatia por Durkhein. Talvez por ter sido o primeiro a me abrir algumas portas que eu tinha semi-aberto implicitamente.