quinta-feira, 14 de junho de 2012

Panorama comunicacional boliviano



 Por Germano Xavier

→ Breve histórico do país
A Bolívia é um país que pertence à América do Sul. Limita-se a norte e a leste pelo Brasil, a sul pelo Paraguai e pela Argentina e a oeste pelo Chile e pelo Peru. Tem como capitais, Sucre e La Paz. É um país sem litoral, considerado o mais pobre de todas as nações da América do Sul, possuindo baixos índices sociais. Também possui a segunda maior reserva de gás natural do continente, apenas superado pela Venezuela.

A população é predominantemente indígena ou de origem indígena, o que faz da Bolívia um país multicultural. Fora das maiores cidades, é comum não se entender espanhol. O povo boliviano é bem receptivo. Quem vai ao país tem que mascar folha de coca e beber chicha; lembrando que a folha de coca é sagrada, receba sempre com as duas mãos.

REPÚBLICA DA BOLÍVIA
• Nome Oficial: República da Bolívia.

• Superfície: 1.098.581 km².

• Situação geográfica: América do Sul.

• Limites: Está atravessado pelos Andes e limita a oeste com Chile e Peru, ao norte e ao leste com Brasil e ao sul com Paraguai e Argentina.

• População: 9.427.000 habitantes (2004)

• Capital: Sucre é a capital constitucional da República e sede da Corte Suprema de Justiça. A sede do governo está em La Paz onde residem também o poder Legislativo e as Embaixadas estrangeiras acreditadas.

Bandeira: Três linhas horizontais de cor vermelha, amarelo e verde.

Moeda: Boliviano

Principais cidades:
Santa Cruz de la Sierra (1.135.526 habitantes);
La Paz (1.004.440);
Cochabamba (517.024);
Sucre (215.778);
Oruro (215.660);
Tarija (153.457);
Potosí (145.057).

→ Comunicação Boliviana
Os meios de comunicação direta, a mídia alternativa e mídias impressas, eletrônicas e digitais da Bolívia, não são acionadas de forma articulada, bem pensada em busca de espaços para visibilidade pública de resultados. O jornalista boliviano, sozinho, não dá conta de fazer escolhas, indicar caminhos, mediar conflitos, pois não possui uma formação sólida, com base conceitual, conhecedora da sociedade. As áreas profissionais, jornalismo, publicidade, propaganda, relações públicas, radialismo, televisão, editoração, multimídia, produção audiovisual digital têm todo um campo fértil aí, em que essas mídias podem ser criadas e recriadas.

Segundo Alejandro Grimson, licenciado en Ciências de la Comunicación e professor de la Faculdade de Ciências Sociales de la Universidad de Buenos Aires, o jornalismo praticado no Estado boliviano é deficiente, igual e reduzido à reprodução de paradigmas estrangeiros, com pouca originalidade, sem grandes novidades, inapto à defender o seu povo culturalmente e ineficaz na construção de uma cadeia flutuante de significados. Poucos meios defendem os interesses de uma massa marginalizada décadas a fio. Nada se faz para proteger o nativo, mas muito produz-se no âmbito de satisfação internacional. Desse modo, a fomentação de uma identidade boliviana fica prejudicada terminantemente.

Para Luiz Ramiro Belttran, estudioso das comunicações na América Latina, o rádio popular da Bolívia, ainda consegue lutar pelos direitos dos campesinos. Todavia, a verdade é que nenhuma esfera da comunicação boliviana destina-se uma boa parte de seu olhar para o seu povo, para a sua cultura, para o seu universo, o que é extremamente prejudicial.

Atualmente é difícil compreender a vida dos grupos sociais bolivianos sem os meios de comunicação de massa, os quais encontram-se pouco inteirados ao cotidiano das pessoas. Assim, a relação, que se estabelece entre as pessoas e os meios de comunicação, merece ser estudada, pois esse processo envolve uma (des)subjetividade, influências culturais, sociais, entre outras.

Ao analisarmos as transmissões das rádios e das emissoras de televisão localizadas em cidades da Bolívia, estaríamos extrapolando assim a questão de que não é na geografia que se localiza a fronteira, uma vez que o território pode ser entendido como um espaço de criação e recriação da sociedade, do povo e dos grupos.

Pouco se mostram diferentes do modelo brasileiro. As emissoras de televisão, rádio e também os impressos, acabam por corroborar um ideal de jornalismo norte-americano, baseado na espetacularização, sempre seguindo regras e normas já consagradas.

16 periódicos impressos (encontrados na pesquisa) que circulam no território boliviano. São eles:1) Correo del Sur ( Jornal de Sucre)

2) Diario Hispano Boliviano (Jornal Espanhol com extensa cobertura dos acontecimentos bolivianos).

3) El Deber Diário Mayor (Jornal de Santa Cruz de la Sierra)

4) El Diario (Jornal da capital La Paz, de circulação mundial)

5) El Nuevo Día (Jornal de Santa Cruz de la Sierra)

6) El País

7) El Potosí (Jornal de Potosí)

8)La Estrella del Oriente (Santa Cruz)

9) La Patria (Jornal da cidade de Oruro)

10) La Prensa (La Paz)

11) La Razón (La Paz)

12) Los Tiempos (Jornal de Cochabamba)

13) Periódico Jornada (La Paz)

14) Petroleum World News (Notícias sobre o setor petroleiro)

15) Pulso Digital (Semanário on-line)

16) Washington Post – Bolivia (Filial - É escrito em Inglês)

Canais de Televisão:
1)Canal 39 (Santa Cruz de la Sierra) Exibe noticiário/novelas/séries/musicais...

2)Gigavision (Atinge todo o território boliviano) Idem ao anterior

3)Megavision Cana 118 (Santa Cruz de la Sierra) Reprisa vários programas do Multishow

4)Red.A.D.venir (Programação Religiosa)

5)Unitel TV (Só notícias)

31 emissoras de Rádio bolivianas (encontradas na pesquisa). Entre elas, estão:
1) Rádio Panamericana (Esporte 24 horas)

2) Rádio Fides 2001

3) Rede de notícias ERBOL (74 filiais)

4) Rádio Estrella 93.1 Cochabamba

5) Rádio Latina

6) Rádio Fm Bolivia (Só música boliviana)

7) Rádio Pío XII (Programação religiosa)

8) Rádio Kollasuyo (Informações sobre a mineração)

9) Radio Fm Bolivia Musica Boliviana las 24 Horas (Música e Esporte)

Trabalho da disciplina "Panorama Latino-Americano da Comunicação" (2007)

3 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Tarija, Bolivia
by ~joyoflife1"
Deviantart

HSLO disse...

Ótima análise amigo.

abraços
de luz e paz

Cacá disse...

Isso (essa carência) é muito nocivo para a formação da identidade de um povo enquanto nação. Por outro lado, o modelo de mídia que temos no mundo também não creio que contribua nesse sentido, a menos que se tenha uma política voltada para esse fim, sem as distorções já velhas conhecidas da mídia convencional. A internet , creio que num futuro próximo vai permitir que se cumpra esse papel aglutinador, desde que o acesso seja mais barato a fim de ser mais democratizado. Abraços. Paz e bem.