domingo, 10 de junho de 2012

Fauve



 Por Germano Xavier

o que nela amo - está gasto pelo tempo gasto -
e poucos conseguem ver
- considerado -

o que nela amo
rompe a manhã como indomada
criança num carrossel vazio

o que nela amo me refrata
me silencia uma voz que grita
dentro dentro dentro

o que nela amo nela brutaliza um estado
de força cósmica
que só me sabe imediato
- pressa é disparidade -
inverte-se

5 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"041111 22:17
by *encorine"
Deviantart

Daniela Delias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Yohana Sanfer disse...

Um show de oesia...e sedntimento em cada linha.
Adorei!

Graça Pereira disse...

Há muito que não passava por aqui...Deliciei-me com este poema!
Beijo
Graça

URBAN.GO disse...

O que nela amo ...

É uma eterna pergunta, sempre cheia de respostas, mas ... porque continuamos a fazer-nos a mesma pergunta?!!
Há por cá um ditado (sabedoria popular), que penso ter origem Espanhola, e que diz assim: - Mulheres ... não se pode viver com elas, e não se pode ... viver sem elas!
Abraço.