sábado, 4 de agosto de 2012

Súcubo esverdeado

Por Germano Xavier 

Minha alma é um carrossel vazio no crepúsculo.
(Pablo Neruda)



Algum dia de janeiro e a pressão
aumenta. A bomba d’água pára de funcionar.
Zumos naturales sobre a mesa:
O que beber?
Qual a minha sede que é nossa?
Tenho a impressão de que tudo é uma bola amorfa,
e de que não passo de um personaje dentro de uma lenda polonesa.
Le gusta muchíssimo cocinar aptidões?
O dragão com asas monstruosas sobrevoa os périplos.
Muy importante cuando estaba... banido?
Estuvo allí em mim por quantos años?
Que idade possui minha vanguardia?
Quantos pés tem o meu país?
Eu que não sou uma centopéia desvairada... caminhos sobre as coisas.
Para que sirve cada cosa?
Para quitar el polvo del suelo, una aspiradora?
Para limpiar los suelos, ham?, una fregona?
Onde está meu sapateiro na hora que fujo de meus caminhos?
Eu que ainda olho o queijo amarelo morto sobre o prato.
Vou comer?
Este dia, por favor.

4 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"movimento fluido.
by ~Dronevil"
Deviantart

Cáh disse...

nooosssa.

Estou encantada.


Um beijo

MA FERREIRA disse...

Juro que acabei de ler teu poema e disse: Noooosaaa....ai vejo o comentário acima...acho que fizemos coro!
Forte teu poema!
Queria eu ser das letras para fazer aqui um comentário a altura da tua poesia!
Não consigo..mas sinto!

Beijo..

Daniela Delias disse...

Tanta imagem forte, sentida.
Cena de cinema.

Bjo, G.