segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Metapoema


 Por Germano Xavier

Do vazio
é que surge,
e quer falar de que?
Sem pátria, sem mátria
surge, na ousadia reluz
um brilho trabalhado,
pretensiosamente sentido,
e quer falar de que?

Pássaro, passarinho, passarada.

Quiçá, liberdade?
Duvido. Como ter, sentir,
se é cadeia as pausas que cultivo
(esta palavra não fala, diz).

Nasce, morre vazio?
Não se preenche?
Não preenche?

Ora claudicante ora morno,
sem oscilações.
Poema é bicho sem perna,
é?
Não caminha?
Encaminha?
Uma seringa é mais fungível?
Poeta é um fruitivo?
É?

5 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Identity Project
by *ValeriaDurden"
Deviantart

Alicia disse...

no nada cabe...tudo:?

Eli disse...

Já pensaste em responder às questões que fizeste?

::)

Carmen Troncoso disse...

Cuando uno se pregunta, es porque ya sabe la respuesta, la que no conoce es la duda de los demas, felicitaciones desde Chile.

Controvento-desinventora disse...

É? Pode ser aquilo que quiser.