terça-feira, 15 de março de 2011

Acasos



Por Germano Xavier

Nunca caminhei
minhas fantasias.
Os acasos
sempre foram maiores
que eu,
que nunca me fui
de verdade
nem por inteiro...

Não sei dos meus tantos
nem dos meus mínimos,
e os amigos de infância...

hoje, eles passam velozes,
cheios de pressa.
Para onde estarão indo?

Foi a mulher da mancebia
que se despediu
de nós,
sempre auto-sentimentais
demais, uns
despreparados.

Eu pareço o mesmo,
sempre,
com este rosto de pedra
arroxeada,
imóvel no tempo.
Mas os meus amigos, não.
Eles passam velozes,
cheios de pressa.

Aonde vão?

5 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Black Hole
by =Sugarock99"
Deviantart

Tamires Costa disse...

Que belo... Gostei deveras. Parabéns!

Tamires Costa disse...

Estou maravilhada com seu blog, espero ter mais tempo para lê-lo! :}

Margarida disse...

Adorei... Que escrita!

Beijinho,
Margarida

Evanir disse...

Querido amigo..
O seu poema me fez questionar a mim mesma.
Onde sera que vão com tanta pressa os amigos de infancia?
A minha pergunta é outra a mim mesma onde estara meus amigos tão querido da minha infancia?
Na verdade não sei de mais ninguem o tempo passou cada um seguiu outros rumos quebraram as raizes de um tempo enesquecivel da minha vida.
Foi maravilhoso conhecer seu blog e conhecer um poeta como você .
Um beijo carinhoso ,evanir.
meus cantos e encantos.

http://aviagem1.blogspot.com/
E www.fonte-amor.zip.net